terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Frio nasceu Fevereiro

Frio nasceu Fevereiro
Parece incapaz
De uma quentura que seja
A tudo alheio cresceu
Nas suas águas amargas
.
Um barco de papel
Flutua longínquo
Embuçado refúgio
A deslizar de frio varado
A navegar com calor
.
Frio nasceu Fevereiro
Mas cresce o fogo de te querer
.
No meu veleiro embarcado.
.
.Foto:Agnieszka Motyka