terça-feira, 6 de janeiro de 2015

em Janeiro


maszu
à memória de meu pai

morreste-me neste mês em dia primeiro de há tantos anos, e eu acho que me morres novamente em todos os meses de Janeiro que vieram depois da tua morte.
o tempo passa e atenua a dor, mas a saudades fica entranhada e presente neste e em todos os dias que se sucederam depois.
é jeito meu, talvez seja, e isso não me comanda os sentires.
sei que os barcos que faziam parte da tua vida, já não existem.
mas sei que o mar é o mesmo.
sei que a tua gargalhada já não ecoa na casa grande.
sei que tudo é uma transição,e  a vida que não é,nem nunca será nossa.
sei que morreste-me e isso ninguém pode negar.
mas que a vida seja sempre uma memória presente , porque mesmo com saudade, eu não quero esquecer-me nunca de ti.
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 All rights reserved ©Piedade Araújo Sol 2015-01-01