terça-feira, 15 de fevereiro de 2005

Desalento

e a manha despontará
esvai-se nas brumas

meu sonho em pedaços
não resta nada
não há retorno
não tem volta
sei que te amo
nos labirintos do pensamento
nem mágoa me resta
sei que me engano
não vale a pena
amar assim
porque já não sofro
não se repetirá
meu pranto
nas noites vazias
não quero mais
assim não
vai-te embora
acabou !

(este poema é para ser lido de baixo para cima ou vice-versa)

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domingo, 6 de fevereiro de 2005

Monólogo


Monólogo
Já me cansei de esperar
tantas semanas a fio
E eis-me aqui desesperada
com as mãos cheias de raiva
arremessando pragas ao vento
segurando uma navalha de ódio
entre as brumas do meu próprio pensamento
me odiando por ser fraca frente às recusas do destino
arquejando de tanto sofrer calada
e a saliva é espuma esbranquiçada
que cuspo violentamente
para dentro da minha
própria alvorada.
-

©Piedade Araújo Sol



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