terça-feira, 9 de junho de 2026

Barcos de Papel

A vida dobra-se em barcos de papel
entre dedos que ainda lembram
a infância
na casa junto ao mar.

Colamos margens frágeis
com a paciência breve
de quem acredita
e lançamo-los
à água incerta dos dias.

Alguns seguem altivos
na crista da espuma,
outros cedem
ao primeiro embate

E nunca sabemos
da sua fragilidade:
se foi a corrente
ou o excesso de vento

Ficamos assim —
desfeitos,
como os barcos
que um dia julgámos eternos

©Piedade Araújo Sol 2026-06-08
Imagem : Ashraful Arefin

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15 Comentários:

Blogger Roselia Bezerra disse...

Amiga Puty, boa noite de paz!
Que delicado poema cheio de verdade!
Ficamos sim, desfeitos pelo efeito tempo que nos desgasta... sutilmente.
Adorei o final áureo.
Tenha dias abençoados!
Beijinhos fraternos

terça-feira, 09 junho, 2026  
Blogger brancas nuvens negras disse...

Ainda éramos ingénuos e puros nesse início de vida.
Um abraço.

quarta-feira, 10 junho, 2026  
Blogger Marta Vinhais disse...

A vida pode ser frágil e desaparecer num minuto...
Temos que a gozar em pleno...
Beijos e abraços
Marta

quarta-feira, 10 junho, 2026  
Blogger Olavo Marques disse...

Olá querida Piedade! É de salientar a sua sensibilidade para escrever estes versos. É muito bonita a forma como compara a nossa vida a esses barquinhos de papel que um dia julgámos eternos. Abraços! 🤗

quarta-feira, 10 junho, 2026  
Blogger Emília Simões disse...

Boa tarde Pity,
Um poema belíssimo, muito profundo.
Assim somos nós. Ora fortes, ora frágeis, ao sabor de ventos e marés!
A vida nem sempre é como a imaginamos.
Beijinhos e um bom feriado.
Deixo um beijinho, minha amiga Piy.
Emília

quarta-feira, 10 junho, 2026  
Blogger Mona Lisa disse...

Boa tarde, Pity.
O poema "Barcos de Papel" apresenta a vida como algo frágil e imprevisível, comparando-a a barcos de papel lançados ao mar. Uns resistem, outros desfazem‑se rapidamente, percebendo a ilusão de acreditar no que julgávamos eterno.
Adorei o poema!
Beijinho e ótimo feriado.😘

quarta-feira, 10 junho, 2026  
Blogger CCF disse...

E às vezes somos uns e outras vezes somos os outros, depende de como a vida nos encontra.

quarta-feira, 10 junho, 2026  
Blogger Fá menor disse...

Lindíssimo!
A fragilidade paira à nossa volta, nos nossos mares, nos nossos barcos...

Beijinhos.

quarta-feira, 10 junho, 2026  
Blogger Tais Luso de Carvalho disse...

Que lindo, querida Piedade, eu lembro de tudo isso na minha infância que faz uns 100 anos rsss. Era diversão pura!
Somos parecidos, sim, com o tempo vamos cedendo...abrindo mão de muitas coisas.
Dias lindos pela frente, querida, muita paz por aí.
um beijinho

quarta-feira, 10 junho, 2026  
Blogger A.S. disse...

Muito bonito o poema da Piedade A. Sol.
Na vida tudo é tão frágil. Por vezes basta um golpe de vento para que aconteça o naufágio...
Um beijinho para a autora e outro para a minha amiga Graça.
Um bom fim de semana.

sexta-feira, 12 junho, 2026  
Blogger Jordi López Pérez disse...

Piedade, da gusto pasar por tub lloc y leerte. Eres una gran artista que siempre nos emociona con tus palabras. Hoy también es un dia de estos.
Un fuerte abrazo.

sábado, 13 junho, 2026  
Blogger Pedro Luso de Carvalho disse...

Olá, amiga Piedade, gostei muito de seu BARCOS DE PAPEL, esse belo poema, e que
tive muito prazer em sua leitura.
Sempre é muito bom visitar esse seu espaço poético.
Beijo e um ótimo domingo, com muita paz.

sábado, 13 junho, 2026  
Blogger Jaime Portela disse...

Somos mesmo barcos de papel, a nossa fragilidade é tal que temos que andar sempre com todas as cautelas.
Belo poema, gostei de ler.
Boa semana minha amiga.
Um beijo.

segunda-feira, 15 junho, 2026  
Blogger Jordi López Pérez disse...

Un poema cargado de una maravillosa insistencia silenciosa. Logras transmitir con una delicadeza extrema lo que persiste aun cuando no se ve.
Un abrazo, Piedade.

sábado, 20 junho, 2026  
Blogger RÔ - MEU DIÁRIO disse...

Noooossa! Que tema fantástico especialmente para a poesia. Bjus

sábado, 04 julho, 2026  

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