terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Devaneios ao cair da tarde

Meus lábios encerram hoje para inventário,
as palavras hibernam, obstinadas
e falha-me a voz.

Fico neste silêncio que nada me diz,
olhos pousados no entardecer,
onde o sol se recolhe sem promessas.

Amanhã, talvez este estado transitório
se enrede nas palavras
como rendas de luz .

©Piedade Araújo Sol 2026-01-26
Imagem : Brooke Shaden

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16 Comentários:

Blogger CCF disse...

Dias assim, em que a voz seca, também os tenho. Um abraço

terça-feira, 27 janeiro, 2026  
Blogger J.P. Alexander disse...

Bello poema. Te mando un beso.

terça-feira, 27 janeiro, 2026  
Blogger Marta Vinhais disse...

Há dias em que as palavras se esquecem de nós...
Amanhã é sempre um novo dia e encontra-se luz...
Beijos e abraços
Marta

terça-feira, 27 janeiro, 2026  
Blogger Jordi López Pérez disse...

Un nuevo poema que me hace poner la piel de gallina. Me ha emocionado leerlo.
Un fuerte abrazo, Piedade.

terça-feira, 27 janeiro, 2026  
Blogger Agostinho disse...

Viva, bom dia, amiga Piedade
Enquanto a esperança vicejar
e o Sol...
haverá hojes amanhã
Hoje Terça
Amanhã Quarta será hoje
de emoções palavras eternas
renovadas no recato do silêncio
O coração...

Bj.

terça-feira, 27 janeiro, 2026  
Blogger Andre Mansim disse...

Eita!
Esse sentimento de engolir as palavras não é bom.
Ainda mais para alguém como você que sabe lidar com elas tão bem.

Um abração! E que essas palavras voltem e desfilem nas poesias, logo!

terça-feira, 27 janeiro, 2026  
Blogger Toninho disse...

Se com o tempo ruim, muita gente dá bom dia. Tem dias que a vida é assim, parece nos fugir e vem este sentimento melancólico e confuso em meio as palavras desconexas. Maas há poesia amiga.
Bjs e paz

quarta-feira, 28 janeiro, 2026  
Blogger brancas nuvens negras disse...

Há dias moribundos mas... não morrem, continuam amanhã quando nasce outro.
Um abraço.

quarta-feira, 28 janeiro, 2026  
Blogger Pedro Luso de Carvalho disse...

Olá, amiga Piedade, você sabe muito bem,
poeta talentosa, que a poesia também se faz com o silêncio, basta saber ouvir.
Parabéns pelo belo poema.
Votos de uma boa semana,
um beijo, amiga.

quinta-feira, 29 janeiro, 2026  
Blogger Olavo Marques disse...

Olá querida Piedade! A imagem do entardecer e da voz que falha está mesmo bem apanhada e esse “talvez” do fim deixa tudo em suspenso. Mais um magnífico poema. Abraços! 🤗

quinta-feira, 29 janeiro, 2026  
Blogger Mona Lisa disse...

Boa tarde Pity
Belíssimo poema que foca momentos em que as palavras emudecem e nem a magia do entardecer lhes dá vida, apenas acordando ao nascer do dia.
Mais uma vez , os meus parabéns.

Beijinho e ótimo dia com paz e saúde.

quinta-feira, 29 janeiro, 2026  
Blogger Emília Simões disse...

Boa noite Pity,
Um poema muito belo em que as palavras se sobrepõem ao estado de espírito e prometem voltar "como rendas de luz"!
Um poema brilhante!
Beijinhos, minha amiga Pity.
Tenha uma noite abençoada.
Emília

quinta-feira, 29 janeiro, 2026  
Blogger Jordi López Pérez disse...

A veces el silencio no es ausencia de palabras, sino el espacio necesario para que las nuevas nazcan con más fuerza. Me fascina esa imagen de la voz 'hibernando' mientras la mirada se pierde en un crepúsculo sin promesas. Es en ese estado de transición, casi de vigilia, donde el alma se prepara para tejer esos hilos de luz que mencionas. Un respiro necesario para volver a nombrar el mundo. preciosa entrada Piedade!
Un abrazo.

sábado, 31 janeiro, 2026  
Blogger Juvenal Nunes disse...

Poema muito bonito, que nos move à reflexão.
Abraço de amizade.
Juvenal Nunes

sábado, 31 janeiro, 2026  
Blogger Jaime Portela disse...

Não há silêncio que resista às palavras...
Belo poema, gostei de ler.
Boa semana.
Um beijo.

segunda-feira, 02 fevereiro, 2026  
Blogger Eros de Passagem disse...

À espera.
Imagino findo o inventário
e eu lírico já recobrou as palavras ou ainda há um combate sem tréguas?
Aguardo na outra margem as "rendas de luz".
Beijinhos, Piedade!

segunda-feira, 02 fevereiro, 2026  

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