terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Cara ou Coroa

Istvan Sandorfi
Tenho o reverso da moeda
Aperto em meus dedos
O resto da esperança
De um circulo que
Não acaba hoje
Nem amanha...

Mas...

Se afinal tudo tem um fim
As garras do tempo
Serão momentos
Em constante rodopio
E encolho-me
No meu casulo...

Cara ou coroa!

©Piedade Araújo Sol  2006-10-12 (reeditado)

17 Comentários:

Blogger Gil António disse...

Lendo aqui poesia fantástica, como sempre
.
Soneto: * Amor ... ou castigo do coração? *
.
Desejando um dia muito feliz
.

terça-feira, 23 janeiro, 2018  
Blogger Cidália Ferreira disse...

Adorei de verdade!!

Beijo e um excelente dia.

terça-feira, 23 janeiro, 2018  
Blogger Rogerio G. V. Pereira disse...

Quina

Que é um estado
entre um e outro lado
e também te digo
que é de equilíbrio

terça-feira, 23 janeiro, 2018  
Blogger Marta Vinhais disse...

É apenas um outro recomeço...
É pintar o céu com um azul mais carregado...
Como sempre, um poema suave, tranquilo...
Gostei muito...
Beijos e abraços
Marta

terça-feira, 23 janeiro, 2018  
Blogger Os olhares da Gracinha! disse...

Duas possibilidades por isso não há necessidade do casulo =)
Gostei!!!bj

A Aldeia do Xisto de Gondramaz
distingue-se pela tonalidade específica
do xisto que nos envolve da cabeça aos pés:
https://crocheteandomomentos.blogspot.pt/2018/01/olhares-de-gondramaz.html

Gosta de goiabada e queijo!? … há uma sugestão aqui:
https://ospetiscosdagracinha.blogspot.pt/2018/01/sabores-queijo-e-goiaba.html

Para os poetas e poetisas … um poema que se gosta de ler:
https://mgpl1957.blogspot.pt/2018/01/da-minha-aldeia-alberto-caeiro.html

E uma sugestão para costurar e bordar … aqui:
https://asarteiricesdagracinha.blogspot.pt/2018/01/costurando-emocoes.html

terça-feira, 23 janeiro, 2018  
Blogger Fá menor disse...

Pois é, há fins contra os quais nada podemos. Enquanto isso, vamos girando cara e coroa.

Boa semana!
Beijinhos.

terça-feira, 23 janeiro, 2018  
Blogger José Carlos Sant Anna disse...

No teu casulo, belo sossego,
teus murmúrios flutuam enchendo
o mundo com uma voluptuosa música
da tua casa silenciosa!

Não ouso interrompê-la em teu canto!

Beijinhos, Piedade!

terça-feira, 23 janeiro, 2018  
Blogger Pedro Luso disse...

Olá, Piedade!
Gostei muito deste teu poema, "Cara ou Coroa", sensível e belo poema. Parabéns.
Ótima continuação da semana.
Beijo.
Pedro

terça-feira, 23 janeiro, 2018  
Blogger Elvira Carvalho disse...

Gostei de ler.
Um abraço

terça-feira, 23 janeiro, 2018  
Blogger Victor Barão disse...

Tal como o paradoxo existencial, a cara e a coroa fazem parte duma mesma moeda, que no caso pode e deve ser a vida, segundo a poética perspectiva em que estimada Piedade aqui inspiradamente nos-la apresenta.

Obrigado

Excelente resto de semana

quarta-feira, 24 janeiro, 2018  
Blogger Larissa Santos disse...

Parabéns pelo encantador poema.

Hoje:- Degustação em universo sagaz
-
Bjos
Votos de uma feliz Quarta-Feira

quarta-feira, 24 janeiro, 2018  
Blogger LuísM Castanheira disse...

houvesse um tempo em que o tempo seria um fim, ele seria a mais perfeita linha, num círculo, sem princípio nem fim.
e o casulo cresce, rola e estremece, com as correntes ventosas, de quem os tece.
(é o que dá, por ler este belo poema: filosofia de pacotilha)
gostei muito, minha Amiga Pi.
um bj.

quinta-feira, 25 janeiro, 2018  
Blogger Majo Dutra disse...

Sim, é verdade, tudo é fugaz e finito
e precisamos de uma boa dose de sorte,
pelo que, devemos viver intensamente.
Sempre construindo beleza, poetisa...
~~~ Beijinhos ~~~

quinta-feira, 25 janeiro, 2018  
Blogger Jaime Portela disse...

Tal como a moeda, a vida também tem os seus versos e reversos...
Parabéns pela excelência do poema, para ler, reler e reflectir.
Bom fim de semana, amiga Piedade.
Beijo.

sexta-feira, 26 janeiro, 2018  
Blogger Graça Pires disse...

A garras do tempo. Do tempo que foge. Do tempo tão breve. Do tempo que nos obriga a escolher.
Gostei muito do poema.
Uma boa semana.
Um beijo.

domingo, 28 janeiro, 2018  
Blogger Ana Freire disse...

As garras do tempo, são mesmo momentos em perfeito rodopio... às vezes, bem precisamos do nosso casulo... esperando nele, pela altura própria... para arriscar... e voar...
Só cada um, saberá qual o seu melhor tempo, para tal...
O tempo é impiedoso... mas quando o trazemos bem resolvido, dentro de nós... passa a ser relativo...
Mais um fantástico trabalho, que adorei descobrir por aqui... dos reeditados... grata por isso, Piedade!
Beijinho! Feliz semana!
Ana

domingo, 28 janeiro, 2018  
Blogger Agostinho disse...

Saudades!
de ver e ouvir,
dizer, escrever nesta praia, eu
grão de areia, em milhões.
Nas águas em torvelinho.

"Mas"...
Leme que força a rotação,
esperança vocabular, intenção
sempre à mão, apertado ou não,
depende do querer voltar.

A adversativa inescapável
como estímulo para o passo
ver o que faço ao virar a face
da mesma realidade
iluminada ou obscuridade.
Cara ou coroa?

Bj, amiga Piedade.

terça-feira, 30 janeiro, 2018  

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