terça-feira, 24 de outubro de 2017

O Poeta

Saul Landell

Pintou palavras desordenadas
Num coração desobediente
Insatisfeito e faminto
De novas cores

Pintou algas nos cabelos
Com palavras que se formaram sombras
Diluídas nas águas
Do poema

E ficou confuso
Ao limpar os olhos
E sentir palavras
Com gosto de cloreto de sódio

© Piedade Araújo Sol 2010-06-08
(Reeditado)

19 Comentários:

Blogger Luis Eme disse...

fazes muito bem em reeditar estes teus poemas bonitos.

abraço Piedade

terça-feira, 24 outubro, 2017  
Blogger Louraini Christmann - Lola disse...

Também adoro pintar palavras!

um grande abraço
Lola

terça-feira, 24 outubro, 2017  
Blogger Pedro Luso disse...

Olá, Piedade!
Este teu belo poema, "Poeta", levou-me a um poema de Fernando Pessoa, que diz, num dos seus versos: "o poeta mente a dor, que deveras sente" (mais ou menos assim).
Parabéns, amiga Piedade.
Um grande abraço.
Pedro

terça-feira, 24 outubro, 2017  
Blogger Marta Vinhais disse...

Ás vezes, ficamos confusos com a tristeza que nos veste....
Lindo...
Beijos e abraços
Marta

terça-feira, 24 outubro, 2017  
Blogger Os olhares da Gracinha! disse...

Pintar palavras e imagens ao som de um belo borbulhar é excelente!!!bj

terça-feira, 24 outubro, 2017  
Blogger Agostinho disse...

A poesia acontece clara
claramente curada
num tempo sem tempo

Obrigado

terça-feira, 24 outubro, 2017  
Blogger Franziska disse...

Tres magníficas estrofas dando forma al pensamiento poético. Hermoso. Bella y sugerente fotografía. Un abrazo. Franziska

terça-feira, 24 outubro, 2017  
Blogger Cidália Ferreira disse...

Que bonito!!

Beijos
Boa noite

terça-feira, 24 outubro, 2017  
Blogger Graça Pires disse...

A comoção do poeta. A sua participação na realidade mais autêntica, porque é sentida. A imaginação insatisfeita. Porque cada palavra tem a sua sombra...
Gostei imenso do poema, Piedade.
Um beijo.

quarta-feira, 25 outubro, 2017  
Blogger Profª Lourdes disse...

Uma linda poesia, romântica e saudosa. me parece um olhar desobediente de quem contempla o mar e ao mesmo tempo o mais íntimo do coração.Parabéns querida, amo suas poesias. Abraços

quarta-feira, 25 outubro, 2017  
Blogger Toninho disse...

Que lindo Piedade.
O poeta lapidador de emoções e muitas vezes declina das suas neste gosto de cloreto.
Gostei.
Beijos

quarta-feira, 25 outubro, 2017  
Blogger Elvira Carvalho disse...

Que bom que reeditou este belo poema, dando-me tive oportunidade de o ler.
Um abraço

quinta-feira, 26 outubro, 2017  
Blogger Jaime Portela disse...

As lágrimas também podem fazer parte do poema da vida... quantas vezes...
Excelente poema, gostei imenso.
Bom fim de semana, amiga Piedade.
Beijo.

sexta-feira, 27 outubro, 2017  
Blogger Ana Freire disse...

Lindíssimo este poema, com cores, sabores e fragrâncias... de vida... e maresia...
Beijinhos! Bom fim de semana!
Ana

sexta-feira, 27 outubro, 2017  
Blogger Manuel Veiga disse...

fingiu tanto tal poeta que acreditou no próprio fingimento.

belo poema
beijo

sexta-feira, 27 outubro, 2017  
Blogger O Árabe disse...

E merecidamente reeditado, Piedade; é lindo! Boa semana, fica bem.

segunda-feira, 30 outubro, 2017  
Blogger A Casa Madeira disse...

Muito lindo.
Boa semana.

segunda-feira, 30 outubro, 2017  
Blogger José Carlos Sant Anna disse...

Como penetrar o silêncio deste fingimento, como alcançar este muro sem deixar que o sopro da respiração o denuncie?
Beijinhos, Piedade!

segunda-feira, 30 outubro, 2017  
Blogger Maria Rodrigues disse...

E o poeta pinta as palavras que lhe saem da alma.
Maravilhoso poema.
Beijinhos
Maria de
Divagar Sobre Tudo um Pouco

segunda-feira, 30 outubro, 2017  

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