terça-feira, 25 de julho de 2017

da solidão

do dia que detém o sussurro do vento,
que me abraça _______
como se fosse um garrote imprevisível,
que me sufoca até a medula e os ossos,
a solidão _____ inteira.

ainda dia________ quase ocaso
_________quase noite
_________quase bruma.

e na praça os plátanos ondulam,
uma dança esquizofrénica,
ou um ritual de bailado descontrolado
e fora de sintonia,
ainda que, lembrando _______um lamento.

nem me importo,
meus fios de  cabelo em desalinho
desfeitos________ pela  voz do vento
que solidário desfez também
alguns vestígios de linfa_____soltos no rosto
ou cristais de sal______ talvez,
apenas isso________ou apenas solidão.

©Piedade Araújo Sol 2017-07-24 

21 Comentários:

Blogger Victor Barão disse...

..."da solidão" como fonte de bela inspiração poética _ ironicamente a fazer-nos companhia!

Beijo, como sinónimo de acompanhado retorno, que não deturpe da inspiração :)

terça-feira, 25 julho, 2017  
Blogger Pedro Luso disse...

Piedade achei belíssimo o seu poema "da solidão. Há nele o canto um pouco triste, um pouco amargurado de quem tem esse sentimento pesado da solidão, como é anunciado o poema, com esse título. Belíssimo. Parabéns, minha amiga.
Pedro

terça-feira, 25 julho, 2017  
Blogger Agostinho disse...

Embora haja enigmas espalhados no trilho do verso a poeta preocupou-se em deixar pistas para entendimento do vácuo que envolve a personagem sofrida. Cativa no buraco negro em que caiu, na solidão, deixou fios de cabelo desordenados num rosto marcado por rios de sal da (uma?) verdade imutável. Pelo menos poeticamente. É poesia. É a vida.
Bj.

terça-feira, 25 julho, 2017  
Blogger Cidália Ferreira disse...

Simplesmente fantástico.

Beijinhos

terça-feira, 25 julho, 2017  
Blogger Franziska disse...

Reflexiones que llevan a los hechos,
hechos que son como un lamento,
y es la música tan leve y tan presente
como lo está en viento en los lamentos.

Precioso poema por todo lo que evoca y la soledad que describe como un hecho.

Parabens. Franziska

terça-feira, 25 julho, 2017  
Blogger Marta Vinhais disse...

Há dias em que tudo está em desalinho...
Não há palavras que quebrem a barreira....
Lindo...
Beijos e abraços
Marta

terça-feira, 25 julho, 2017  
Blogger José Carlos Sant Anna disse...

Ah como os poetas são cheios de inquietação e, deste modo, vão traduzindo o que pensam e o que sentem na vastidão das coisas findas. E como para eles as palavras nunca cansam sempre reinventam o modo de depurá-las de forma tão intensa quanto neste poema!
Beijinhos,

terça-feira, 25 julho, 2017  
Blogger Mar Arável disse...

Antes a solidão por vezes
nunca o isolamento

terça-feira, 25 julho, 2017  
Blogger Raquel disse...

Lindos, tanto o poema como a foto. Retratam a beleza da solidão! Beijinhos

quarta-feira, 26 julho, 2017  
Blogger Os olhares da Gracinha! disse...

A solidão inspirou e bem a poetisa! Bj

quarta-feira, 26 julho, 2017  
Blogger Graça Pires disse...

A solidão. O poema rompendo os pensamentos que nascem em nossa alma solitária, como se houvesse múltiplas formas de estar só na memória dos sentidos...
Um magnífico poema, Piedade!
Uma boa semana.
Um beijo.

quarta-feira, 26 julho, 2017  
Blogger manuela barroso disse...

Uma solidão que traz o bailado das palavras ao torvelinho do poema.
muito Belo, P.! :)
Beijinho

quarta-feira, 26 julho, 2017  
Blogger Fábio Murilo disse...

Há solidão que castiga, na ausência de quem se queria por perto, de incompletude. E solitude como esta do poema, um bem estar consigo próprio, um bastar-se. Beijos, Sol.

quinta-feira, 27 julho, 2017  
Blogger Tais Luso disse...

Olá, Piedade, maravilhoso poema, dolorido... como muitas vezes a vida é.
Toda a tristeza apresenta belos poemas para quem domina essa arte de poetar, e você é ótima, nos passa uma sensibilidade enorme em seus poemas. Aplauso!
Beijo, querida amiga.

quinta-feira, 27 julho, 2017  
Blogger Nidja Andrade disse...

Encantada com o seu blog. AbraçO

quinta-feira, 27 julho, 2017  
Blogger Louraini Christmann - Lola disse...

Pois que seja apenas solidão, mas é lindo o momento.
abraço
Lola

sexta-feira, 28 julho, 2017  
Blogger Jaime Portela disse...

A solidão é mesmo um garrote.
Excelente poema, gostei imenso.
Piedade, um bom fim de semana.
Beijo.

sexta-feira, 28 julho, 2017  
Blogger SILO LÍRICO - Poemas, Contos, Crônicas e Outras disse...

A solidão é o vazio, Piedade!
Sem piedade de ser tão vazio
O espaço escasso sobre um mar bravio
Com intenso vácuo de uma ansiedade

Que à alma invade
Qual enorme rio
Cujo desvio
É a dor da saudade.

O teu poema de lacuna alada
Com a revoada
De um corvo espreitante

Nos traz a estrada
Que conduz ao nada
E nada é pouco e nada é o bastante.

Grande abraço. Expresso aqui também meu pesar à perda de Leninha. Laerte.

segunda-feira, 31 julho, 2017  
Blogger O Árabe disse...

Solidão... como muda a nossa perspectiva de tudo, e como nos sugere os mais belos versos! Lindo, Piedade; boa semana!

segunda-feira, 31 julho, 2017  
Blogger Toninho disse...

A solidão tem garras afiadas, faz sua trilha com certos arranhões. Uma viagem no sub solo da solidão num lindo trabalho da literatura.
Muito bom Piedade.
Semana linda para voce com solitude, mas longe da solidão.

Bjs.

terça-feira, 01 agosto, 2017  
Blogger Ana Freire disse...

Uma lindíssima inspiração... com um travo nostálgico... mas muito belo!
Quem já não teve momentos de pura solidão?
Excelente trabalho, com a habitual qualidade, Piedade!
Beijinhos
Ana

domingo, 13 agosto, 2017  

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