terça-feira, 12 de julho de 2016

aquela porta

Andrew Wyeth

aquela porta sempre ficou,
apenas encostada, e quando fazia vento
ele entrava pelas frestas e eu esquecia,
que fazia vento, e esquecia que era da porta,
e esquecia as distâncias.
e os dias iam e voltavam,
assim como o vento,
e o seu eco em lamento era,
apenas um detalhe aceso,
no universo das alvoradas.

©Piedade Araújo Sol  2016-07-11 

20 Comentários:

Blogger Agostinho disse...

Numa figuração poética, o vento e a porta são, assim, em diálogo perene, a cumplicidade dos vivos. Seja no que for, até no amor.

Bj.

terça-feira, 12 julho, 2016  
Blogger Crocheteando...momentos! disse...

E quantas portas e janelas nos fazem sentir essa alma poética!
Gostei bastante...bj

terça-feira, 12 julho, 2016  
Blogger Cidália Ferreira disse...

Lindo poema! Amei

Beijo
http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

terça-feira, 12 julho, 2016  
Blogger Acordar Sonhando . SOL da Esteva disse...

Aquela porta de entrada
Que separava o espaço,
Ora aberta, ora fechada,
Não isolava, em nada,
Os pensamentos que faço.


Brilhante, Piedade!


Beijo
SOL

terça-feira, 12 julho, 2016  
Blogger O Árabe disse...

Felizes os poetas! Os seus sonhos viajam por universos desconhecidos, nas asas do vento. Belo post, Piedade; boa semana!

terça-feira, 12 julho, 2016  
Blogger Marta Vinhais disse...

Há dias feitos apenas de cumplicidade..
Lindo..
Beijos e abraços
Marta

terça-feira, 12 julho, 2016  
Blogger Rogerio G. V. Pereira disse...

Nunca usei trancas na porta
e o suão
é meu irmão
sem idade
e quente
porque aceso

quarta-feira, 13 julho, 2016  
Blogger Poções de Arte disse...

Que lindo, Piedade!
É um poema leve, mas cheio de nostalgia.
Parabéns pelas palavras.

Abraços esmagadores e feliz dia.

quarta-feira, 13 julho, 2016  
Blogger Suzete Brainer disse...

Belíssimo poema, repleto
de simbologia espelhada
nas ricas metáforas.

Aprecio muito poemas assim,
de uma grandeza expressiva,
querida poeta.

beijos.

quinta-feira, 14 julho, 2016  
Blogger Gaby Soncini disse...

É de uma beleza única o vento a bater em portas e janelas, em folhas, árvores, flores, em nós mesmos.

Lindo!

Beijos!

quinta-feira, 14 julho, 2016  
Blogger As Mulheres 4estacoes disse...

Algumas portas não consegue-se fechar, e algumas vezes as lembranças entram por ela.
Sônia

quinta-feira, 14 julho, 2016  
Blogger Pedro Luso disse...

Piedade,
O vento às vezes trás nossos fantasmas, que queremos esquecer. Parabéns.
Abraço.
Pedro.

sexta-feira, 15 julho, 2016  
Blogger Ana Freire disse...

E aquela porta que ao vento se abria... deixava entrar os dias, por companhia...
Maravilhoso poema, Piedade!
Adorei! Beijinhos! Bom fim de semana!
Ana

sexta-feira, 15 julho, 2016  
Blogger Majo Dutra disse...

~~~
Algures, numa localidade distante e isolada,
a porta de uma habitação que se supõe humilde
não veda os elementos da natureza e o canto do
vento não ameniza uma solidão infindável...

Esta é a minha leitura, mas o que realmente
interessa é a beleza e expressividade deste
poema singular...

Beijinho, Poeta amiga.
~~~~~~~~~~~~~~

sexta-feira, 15 julho, 2016  
Blogger Rita Freitas disse...

Sempre bom passar por aqui.Esquecemos as distâncias como se não houvesse portas :)

Beijinhos

sexta-feira, 15 julho, 2016  
Blogger Jaime Portela disse...

Fechar portas é uma atitude radical... pois, quando fechadas, não há alvorada que entre...
Belo poema, gostei imenso.
Piedade, tem um bom fim de semana.
Beijo.

sábado, 16 julho, 2016  
Blogger AC disse...

Pormenores que são pormaiores...
Muito bem, Piedade!

Um beijinho :)

domingo, 17 julho, 2016  
Blogger Graça Pires disse...

Esse "detalhe aceso" continuará a perturbar a porta encostada à passagem do tempo que as distâncias reinventam...
Muito belo, o poema, Piedade.
Um beijo.

segunda-feira, 18 julho, 2016  
Blogger O Árabe disse...

Boa semana, Piedade; aguardo o próximo post!

segunda-feira, 18 julho, 2016  
Blogger Fábio Murilo disse...

O olhar treinado e sensível da poetisa percebe nuances, detalhes, entalhes, circunstâncias, que passam despercebidos ao comum dos homens. Beijos, Sol.

terça-feira, 19 julho, 2016  

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