Há sempre um abismo
Há sempre um abismoQue nos impele
E se desfigura
Em trevas, a cada anoitecer
Para renascer nos segredos
Potenciais suicidas
Em cada alvorada.
Há sempre resquícios
De estalactites paradas
Nas grutas descobertas
Depois da estupefacção do olhar
Que deixaram símbolos inscritos
Para a posteridade.
Há sempre em mim
Sangue e vida
Que do abismo se delonga
E deixa no ar um bálsamo de framboesas
Que se confunde com a terra molhada
E me deixa estática
Como se fora uma estátua de pedra.
.
Foto:birdii
19 Comentários:
gostei deste poema aromático, piedade. as estátuas tornam-se mais humanas, quando postas assim em palavras perfumadas. um beijo.
Muito belo!! Beijos.
PI...
Os poetas caminham sempre junto dos abismos!
É entre abismos que nascem as mais belas flores!...
Ternos beijos!
há sempre um abismo...e muitas vezes sentimo-nos impelidas a descobrir se na verdade têm fim!
beijos
A uma gruta feita abismo... quem não se atira? E com esses aromas...
Beijo.
e com o sangue e vida conseguimos alcançar sempre mais além
O abismo suga-nos, como se de um buraco negro se tratasse... mas fá-lo apenas para nos mostrar que não existem abismos... que os abismos existem apenas onde os quisermos ver...
Beijinhos!
Oh, Deslumbrante Amiga:
Mais um fantástico e maravilhoso poema.
LindoOOOOOOOOOOOO!
Transcende de encanto.
Maravilhoso.
Beijinhos e sempre a ficar deliciado pela sua soberba e majestosa sensibilidade ímpares de fazer versos
Com emoção...
pena
OBRIGADO por mais um instante poético único.
Parabéns!
a vida e os seus maravilhosos aromas!
abraço
a eterna atração do abismo.
Gostei.*
*
Sol aquele poema no parapeito era tb para ti :)
Este agora é Só teu :)
*
*
Se a Maria
*
- Se a Maria tem três maçãs
e dá uma ao Nicolás,
com quantas fica?
*
- Em que pensas, Nicolás?
Não sabes a resposta?
*
- Se a Maria me dá uma maçã,
ainda me resta uma esperança..
.
.
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Jairo Aníbal Niño, A Alegria de Gostar .
*
*
Ruim de bom nao é??
Um abraço, e dias cheios de brisas mansas*****
E há sempre bons poemas por aqui...
Gostei querida amiga.
Beijo.
poema musical. muito belo...
excelente gostinho de framboesas...
beijos
Há um abismo
nas palavras escritas
com a incerteza da sua leitura
palavras que nos atraem para a gruta
onde se transformam em pedra,
ou nos elevam rumo a uma alvorada balsâmica
de framboesa e posteridade
Semeia de flores teu chão
E abre a janela aos perfumes do ar,
E esquece tua porta entreaberta,
Porque na hora certa
Verás teu poeta surgir
E entrar e abraçar-te chorando
E amar-te até quando
Tiver que partir.
um beijo
abismo-me aqui.
na ampla ascensão.
sentido de um verso que des.rima o tempo.
amei!
um beijo
um bom fim de semana.
Possui um sangue e vida que são tesouros de valor incalculável, por serem preciosos em fabulosas manifestações poéticas lindas.
Uma estátua decorada a ouro. Do mais puro quilate.
Bem-Haja.
Beijinhos de grandioso respeito pela fabulosa poetisa que é.
Maravilhado pelo seu encanto e ternura versejada fanasticamente...
pena
Sublime!
Gostei muito do teu poema de impulsos entrecruzados entre os abismos e os voos, entre os vestígios do passado morto e a força do sangue que revitaliza, entre a libertação e o respeito pela terra/átomo de que somos feitos. Abraços.
Os poetas gostam de sobrevoar os abismos...
Um beijo.
Não se pode atravessar o abismo com dois pulinhos por isso não devemos ter medo de dar grandes passos, e amar é mergulhar num abismo sem saber se haverá alguém para amparar a nossa queda..
beijinho..
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