Sonho solitário
Sempre pensei que o meu sonho
também era o teu.
Fui erguendo castelos,
muros transponíveis
por onde o futuro espreitava.
Barcos singravam
mares tranquilos;
o sal desenhava horizontes.
Suspensa nas nuvens,
ultrapassei fronteiras
de um mundo em permanente agitação.
Mas, pobre de mim, quando descobri
que o meu sonho
nunca foi o teu.
Que o universo onde o protegia
era demasiado exíguo
para ti.
Não se pode sonhar
entre limites.
Eu construí os meus
sobre quimeras,
acreditando que também eram asas.
Restaram apenas sonhos,
que o vento recolheu
para os semear, noutro oceano,
noutra margem.
Autor : ©Piedade Araújo Sol 2026-09-28
Imagem : Erik Johansson
Etiquetas: Direitos de autor, Piedade Araújo Sol, poesia

1 Comentários:
Mas temos que continuar a sonhar...deixar que o Universo nos mostre o caminho.
Beijos e abraços
Marta
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