A vida dobra-se em barcos de papel
entre dedos que ainda lembram
a infância
na casa junto ao mar.
Colamos margens frágeis
com a paciência breve
de quem acredita
e lançamo-los
à água incerta dos dias.
Alguns seguem altivos
na crista da espuma,
outros cedem
ao primeiro embate
E nunca sabemos
da sua fragilidade:
se foi a corrente
ou o excesso de vento
Ficamos assim —
desfeitos,
como os barcos
que um dia julgámos eternos
©Piedade Araújo Sol 2026-06-08
Imagem : Ashraful Arefin
Imagem : Ashraful Arefin

Amiga Puty, boa noite de paz!
ResponderEliminarQue delicado poema cheio de verdade!
Ficamos sim, desfeitos pelo efeito tempo que nos desgasta... sutilmente.
Adorei o final áureo.
Tenha dias abençoados!
Beijinhos fraternos
Ainda éramos ingénuos e puros nesse início de vida.
ResponderEliminarUm abraço.
A vida pode ser frágil e desaparecer num minuto...
ResponderEliminarTemos que a gozar em pleno...
Beijos e abraços
Marta
Olá querida Piedade! É de salientar a sua sensibilidade para escrever estes versos. É muito bonita a forma como compara a nossa vida a esses barquinhos de papel que um dia julgámos eternos. Abraços! 🤗
ResponderEliminarBoa tarde Pity,
ResponderEliminarUm poema belíssimo, muito profundo.
Assim somos nós. Ora fortes, ora frágeis, ao sabor de ventos e marés!
A vida nem sempre é como a imaginamos.
Beijinhos e um bom feriado.
Deixo um beijinho, minha amiga Piy.
Emília
Boa tarde, Pity.
ResponderEliminarO poema "Barcos de Papel" apresenta a vida como algo frágil e imprevisível, comparando-a a barcos de papel lançados ao mar. Uns resistem, outros desfazem‑se rapidamente, percebendo a ilusão de acreditar no que julgávamos eterno.
Adorei o poema!
Beijinho e ótimo feriado.😘
E às vezes somos uns e outras vezes somos os outros, depende de como a vida nos encontra.
ResponderEliminarLindíssimo!
ResponderEliminarA fragilidade paira à nossa volta, nos nossos mares, nos nossos barcos...
Beijinhos.
Que lindo, querida Piedade, eu lembro de tudo isso na minha infância que faz uns 100 anos rsss. Era diversão pura!
ResponderEliminarSomos parecidos, sim, com o tempo vamos cedendo...abrindo mão de muitas coisas.
Dias lindos pela frente, querida, muita paz por aí.
um beijinho
Muito bonito o poema da Piedade A. Sol.
ResponderEliminarNa vida tudo é tão frágil. Por vezes basta um golpe de vento para que aconteça o naufágio...
Um beijinho para a autora e outro para a minha amiga Graça.
Um bom fim de semana.
Piedade, da gusto pasar por tub lloc y leerte. Eres una gran artista que siempre nos emociona con tus palabras. Hoy también es un dia de estos.
ResponderEliminarUn fuerte abrazo.
Olá, amiga Piedade, gostei muito de seu BARCOS DE PAPEL, esse belo poema, e que
ResponderEliminartive muito prazer em sua leitura.
Sempre é muito bom visitar esse seu espaço poético.
Beijo e um ótimo domingo, com muita paz.
Somos mesmo barcos de papel, a nossa fragilidade é tal que temos que andar sempre com todas as cautelas.
ResponderEliminarBelo poema, gostei de ler.
Boa semana minha amiga.
Um beijo.
Un poema cargado de una maravillosa insistencia silenciosa. Logras transmitir con una delicadeza extrema lo que persiste aun cuando no se ve.
ResponderEliminarUn abrazo, Piedade.
Noooossa! Que tema fantástico especialmente para a poesia. Bjus
ResponderEliminarMuito bom! Um beijinho.
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