Páginas

terça-feira, 9 de junho de 2026

Barcos de Papel

A vida dobra-se em barcos de papel
entre dedos que ainda lembram
a infância
na casa junto ao mar.

Colamos margens frágeis
com a paciência breve
de quem acredita
e lançamo-los
à água incerta dos dias.

Alguns seguem altivos
na crista da espuma,
outros cedem
ao primeiro embate

E nunca sabemos
da sua fragilidade:
se foi a corrente
ou o excesso de vento

Ficamos assim —
desfeitos,
como os barcos
que um dia julgámos eternos

©Piedade Araújo Sol 2026-06-08
Imagem : Ashraful Arefin

16 comentários:

  1. Amiga Puty, boa noite de paz!
    Que delicado poema cheio de verdade!
    Ficamos sim, desfeitos pelo efeito tempo que nos desgasta... sutilmente.
    Adorei o final áureo.
    Tenha dias abençoados!
    Beijinhos fraternos

    ResponderEliminar
  2. Ainda éramos ingénuos e puros nesse início de vida.
    Um abraço.

    ResponderEliminar
  3. A vida pode ser frágil e desaparecer num minuto...
    Temos que a gozar em pleno...
    Beijos e abraços
    Marta

    ResponderEliminar
  4. Olá querida Piedade! É de salientar a sua sensibilidade para escrever estes versos. É muito bonita a forma como compara a nossa vida a esses barquinhos de papel que um dia julgámos eternos. Abraços! 🤗

    ResponderEliminar
  5. Boa tarde Pity,
    Um poema belíssimo, muito profundo.
    Assim somos nós. Ora fortes, ora frágeis, ao sabor de ventos e marés!
    A vida nem sempre é como a imaginamos.
    Beijinhos e um bom feriado.
    Deixo um beijinho, minha amiga Piy.
    Emília

    ResponderEliminar
  6. Boa tarde, Pity.
    O poema "Barcos de Papel" apresenta a vida como algo frágil e imprevisível, comparando-a a barcos de papel lançados ao mar. Uns resistem, outros desfazem‑se rapidamente, percebendo a ilusão de acreditar no que julgávamos eterno.
    Adorei o poema!
    Beijinho e ótimo feriado.😘

    ResponderEliminar
  7. E às vezes somos uns e outras vezes somos os outros, depende de como a vida nos encontra.

    ResponderEliminar
  8. Lindíssimo!
    A fragilidade paira à nossa volta, nos nossos mares, nos nossos barcos...

    Beijinhos.

    ResponderEliminar
  9. Que lindo, querida Piedade, eu lembro de tudo isso na minha infância que faz uns 100 anos rsss. Era diversão pura!
    Somos parecidos, sim, com o tempo vamos cedendo...abrindo mão de muitas coisas.
    Dias lindos pela frente, querida, muita paz por aí.
    um beijinho

    ResponderEliminar
  10. Muito bonito o poema da Piedade A. Sol.
    Na vida tudo é tão frágil. Por vezes basta um golpe de vento para que aconteça o naufágio...
    Um beijinho para a autora e outro para a minha amiga Graça.
    Um bom fim de semana.

    ResponderEliminar
  11. Piedade, da gusto pasar por tub lloc y leerte. Eres una gran artista que siempre nos emociona con tus palabras. Hoy también es un dia de estos.
    Un fuerte abrazo.

    ResponderEliminar
  12. Olá, amiga Piedade, gostei muito de seu BARCOS DE PAPEL, esse belo poema, e que
    tive muito prazer em sua leitura.
    Sempre é muito bom visitar esse seu espaço poético.
    Beijo e um ótimo domingo, com muita paz.

    ResponderEliminar
  13. Somos mesmo barcos de papel, a nossa fragilidade é tal que temos que andar sempre com todas as cautelas.
    Belo poema, gostei de ler.
    Boa semana minha amiga.
    Um beijo.

    ResponderEliminar
  14. Un poema cargado de una maravillosa insistencia silenciosa. Logras transmitir con una delicadeza extrema lo que persiste aun cuando no se ve.
    Un abrazo, Piedade.

    ResponderEliminar
  15. Noooossa! Que tema fantástico especialmente para a poesia. Bjus

    ResponderEliminar

O seu comentário é importante para mim, mas só comente se leu.

E por favor não me deixe copy paste.porque nao será publicado.

Muito obrigada!