Herança em voz baixa
Entrelaço na memória ___ sem urgência
restos de luz antiga,
onde a amizade persiste
sem pedir nome ___ nem morada.
Misturo tons que não sei traduzir:
não são cores ____ são demoras,
ecos pousados no tempo
como fotografias que recusam partir.
No silêncio, não guardo:
sou habitada.
A ausência falha o papel
entra em cena sem corpo
e ainda assim permanece
quase em hibernação.
Quando o tempo tenta pousar em seco,
não o interrompo ____ deixo que respire em mim,
como fio antigo _____ que se desenrola sem pressa,
pelos dedos da memória.
Não há mistério :
há continuidade.
Algo arde baixo, constante,
não para iluminar,
mas para reconhecer caminhos
mesmo de olhos fechados.
E é assim
que a quietude se torna presença:
não um abrigo,
mas uma forma de permanecer.
Autor : ©Piedade Araújo Sol 2026-05-11
Imagem :Christine Muratom
Etiquetas: Direitos de autor, Piedade Araújo Sol, poesia

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