Meus lábios encerram hoje para inventário,
as palavras hibernam, obstinadas
e falha-me a voz.
Fico neste silêncio que nada me diz,
olhos pousados no entardecer,
onde o sol se recolhe sem promessas.
Amanhã, talvez este estado transitório
se enrede nas palavras
como rendas de luz .
©Piedade Araújo Sol 2026-01-26
Imagem : Brooke Shaden

Dias assim, em que a voz seca, também os tenho. Um abraço
ResponderEliminarBello poema. Te mando un beso.
ResponderEliminarHá dias em que as palavras se esquecem de nós...
ResponderEliminarAmanhã é sempre um novo dia e encontra-se luz...
Beijos e abraços
Marta
Un nuevo poema que me hace poner la piel de gallina. Me ha emocionado leerlo.
ResponderEliminarUn fuerte abrazo, Piedade.
Viva, bom dia, amiga Piedade
ResponderEliminarEnquanto a esperança vicejar
e o Sol...
haverá hojes amanhã
Hoje Terça
Amanhã Quarta será hoje
de emoções palavras eternas
renovadas no recato do silêncio
O coração...
Bj.
Eita!
ResponderEliminarEsse sentimento de engolir as palavras não é bom.
Ainda mais para alguém como você que sabe lidar com elas tão bem.
Um abração! E que essas palavras voltem e desfilem nas poesias, logo!
Se com o tempo ruim, muita gente dá bom dia. Tem dias que a vida é assim, parece nos fugir e vem este sentimento melancólico e confuso em meio as palavras desconexas. Maas há poesia amiga.
ResponderEliminarBjs e paz
Há dias moribundos mas... não morrem, continuam amanhã quando nasce outro.
ResponderEliminarUm abraço.
Olá, amiga Piedade, você sabe muito bem,
ResponderEliminarpoeta talentosa, que a poesia também se faz com o silêncio, basta saber ouvir.
Parabéns pelo belo poema.
Votos de uma boa semana,
um beijo, amiga.
Olá querida Piedade! A imagem do entardecer e da voz que falha está mesmo bem apanhada e esse “talvez” do fim deixa tudo em suspenso. Mais um magnífico poema. Abraços! 🤗
ResponderEliminarBoa tarde Pity
ResponderEliminarBelíssimo poema que foca momentos em que as palavras emudecem e nem a magia do entardecer lhes dá vida, apenas acordando ao nascer do dia.
Mais uma vez , os meus parabéns.
Beijinho e ótimo dia com paz e saúde.
Boa noite Pity,
ResponderEliminarUm poema muito belo em que as palavras se sobrepõem ao estado de espírito e prometem voltar "como rendas de luz"!
Um poema brilhante!
Beijinhos, minha amiga Pity.
Tenha uma noite abençoada.
Emília
A veces el silencio no es ausencia de palabras, sino el espacio necesario para que las nuevas nazcan con más fuerza. Me fascina esa imagen de la voz 'hibernando' mientras la mirada se pierde en un crepúsculo sin promesas. Es en ese estado de transición, casi de vigilia, donde el alma se prepara para tejer esos hilos de luz que mencionas. Un respiro necesario para volver a nombrar el mundo. preciosa entrada Piedade!
ResponderEliminarUn abrazo.
Poema muito bonito, que nos move à reflexão.
ResponderEliminarAbraço de amizade.
Juvenal Nunes
Não há silêncio que resista às palavras...
ResponderEliminarBelo poema, gostei de ler.
Boa semana.
Um beijo.
À espera.
ResponderEliminarImagino findo o inventário
e eu lírico já recobrou as palavras ou ainda há um combate sem tréguas?
Aguardo na outra margem as "rendas de luz".
Beijinhos, Piedade!