terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Silêncios

Elena Vizerskaya
E se dentro de nós ressurgissem
vocábulos a brotar botões de malmequeres
ou apenas e só, palavras.

Às vezes as palavras ficam encarceradas
vazias e sem destinatário, outras há
que não as conseguimos articular.

E formam-se silêncios …

E é tão necessário a voz
O som
O eco

E a morte do silêncio

© Piedade Araújo Sol 2018-02-19

22 Comentários:

Blogger Luis Eme disse...

Sim...

embora por vezes o silêncio seja tão importante...

abraço Piedade

terça-feira, 20 fevereiro, 2018  
Blogger Larissa Santos disse...

Muito poderoso. Parabéns :))
Bom dia.

Hoje:- Serenata em telepatia
.
Bjos
Feliz Terça-Feira

terça-feira, 20 fevereiro, 2018  
Blogger Agostinho disse...

O teu poema é desafio
para que o lê. Tem dentro
silêncio e voz: os opostos
que geram a tensão,
energia universal.

A voz sim é,
obrigatoriamente,
constituinte de nós,
do sussurro ao brado,
a natureza que somos.

Experimenta subir ao cume
da montanha, a mais alta
que as pernas alcançarem, e
escuta a voz do silêncio
que sai de ti em borbotões:
o vulcão estalando, o vento soprando, o tambor de ritmo,
o rio e afluentes escorrendo,
a água e sangue...

Depois, grita, grita!
toda a força
das coisas estranhas,
que se entranharam em ti.
Verás borbotões de botões
soltarem-se em bandos
asas a voar, os malmequeres coloridos saídos
da tua boca fremente.

Um óptimo dia Sol!!

terça-feira, 20 fevereiro, 2018  
Blogger Marta Vinhais disse...

Para que a alma grite....
Lindo.
Beijos e abraços
Marta

terça-feira, 20 fevereiro, 2018  
Blogger José Carlos Sant Anna disse...

Este comentário foi removido pelo autor.

terça-feira, 20 fevereiro, 2018  
Blogger Elvira Carvalho disse...

É verdade. Mas para mim o silêncio é também muito importante.
Abraço

terça-feira, 20 fevereiro, 2018  
Blogger Cidália Ferreira disse...

Poema lindo demais!!

Beijinho

terça-feira, 20 fevereiro, 2018  
Blogger VILMA PIVA disse...

Verdade, querida, as vezes nossas palavras caem no vazio e tudo é silencio....Acho que é a entressafra, um momento para se refazer na palavra, nos sentidos e sentimentos. Parabéns por tua bela poesia!! Beijos!

terça-feira, 20 fevereiro, 2018  
Blogger José Carlos Sant Anna disse...

Pergaminhos de silêncio
de um pedra tocada
por minhas mãos
resgatam o asilo das palavras
sem resquício de dor

E, ao tatear as paredes
da antiga reclusão,

não se pode saber
quanto este testemunho
no mais fundo da medula da terra
estilhaça sob os meus dedos.

Pedaços de tijolos palmilhados,
em liça se rasgam,
na falta de um destinatário

e o olho drena palavras
renegadas
de onde escapa a minha voz.

Abraços,

quarta-feira, 21 fevereiro, 2018  
Blogger Vanessa Palombo disse...

Palavras puras, que nos encantam inexplicavelmente....

Abraços

quarta-feira, 21 fevereiro, 2018  
Blogger Nequéren Reis disse...

Que lindas linhas amei, obrigado pela visita.
Blog: https://arrasandonobatomvermelho.blogspot.com.br
Canal: https://www.youtube.com/watch?v=DmO8csZDARM

quarta-feira, 21 fevereiro, 2018  
Blogger Nequéren Reis disse...

No silencio é melhor para observa melhor, obrigado pela visita.
Blog: https://arrasandonobatomvermelho.blogspot.com.br
Canal: https://www.youtube.com/watch?v=DmO8csZDARM

quarta-feira, 21 fevereiro, 2018  
Blogger lis disse...

E o silêncio fala mais que as palavras, embora não nos satisfaça.
Sempre lindo seus poemas Sol
Amo muito te sentir através de palavras ou imagens
Beijo

quarta-feira, 21 fevereiro, 2018  
Blogger Os olhares da Gracinha! disse...

E por vezes um silêncio que nos perturba e incomoda quem o sente!!!
bj e gostei de ler

quinta-feira, 22 fevereiro, 2018  
Blogger Jaime Portela disse...

Brilhante.
Os meus parabéns pela criatividade poética neste poema.
Continuação de boa semana, amiga Piedade.
Beijo.

quinta-feira, 22 fevereiro, 2018  
Blogger Mar Arável disse...

Há silêncios que falam em voz alta
Bj

quinta-feira, 22 fevereiro, 2018  
Blogger Ana Freire disse...

Por vezes, há silêncios insuportáveis... onde só caberá neles a indiferença, ou a omissão...
Esses silêncios, sim... não merecem existir... para ninguém serão proveitosos...
Adorei a analogia entre as palavras e os malmequeres... precisamente o oposto de "mal me queres"... quando esses silêncios corrosivos se instalam...
Mais um trabalho poético, brilhante como sempre, Piedade!
Beijinho! Bom fim de semana!
Ana

sábado, 24 fevereiro, 2018  
Blogger Graça Pires disse...

A ausência das palavras. O silêncio que se insinua como um grito na alma do poeta. Sei do que fala este poema, Piedade. Tão belo!
Uma boa semana.
Um beijo.

segunda-feira, 26 fevereiro, 2018  
Blogger Gil António disse...

É maravilhoso quando acontecem os ... silêncios poéticos.
.
* É o teu coração um poema sem rima *
.
Deixo um abraço

segunda-feira, 26 fevereiro, 2018  
Blogger Lúcia Soares disse...

Oi flor lindo poema bjs

segunda-feira, 26 fevereiro, 2018  
Blogger Henrique Caldeira dos Santos disse...

O clamor poético que nos subtrai ao silêncio, ou a um certo estado de silêncio. Por outras palavras, gosto muito do poema!
:)

quarta-feira, 28 fevereiro, 2018  
Blogger Rosa Brava disse...

O silêncio que navega nas palavras e no coração por vezes é tão necessário para uma boa reflexão.

Beijinhos

sábado, 03 março, 2018  

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