terça-feira, 29 de agosto de 2017

Reflexão


Olga Astratova
Os meus olhos seguem iguais, mas o ver é diferente,
conseguem ver o que nem sempre viram,
no tempo____outro tempo parado,
no decorrer do momento.

Até meus pés calcorreiam as mesmas ruas,
e nem sempre se sentem seguros,
apenas vão, porque parar é morrer,
e precisam seguir em frente.

As minhas mãos carregam ,
um amarfanhado de quimeras,
tombadas na pequenez dos abrigos,
perpetuados em mim.

Mas é de bonança que precisamos,
e de palavras não silenciadas,
é aquele abraço que falta dar,
e a ternura a inundar os corações.

©Piedade Araújo Sol 2017-08-29

16 Comentários:

Blogger Victor Barão disse...

Estou suficientemente cansado como para de momento mergulhar mais reflexivamente fundo neste poema; mas não tão cansado como para não poder entendê-lo como mais um belíssimo produto da inspirada mente e poético espírito da, para mim, muito estima, amiga, Piedade AS.

O poema é lindo a a escolha fotográfica para o ilustrar equitativamente apropriada.

Muitos parabéns

Beijos de reconhecimento e consideração

VB

terça-feira, 29 agosto, 2017  
Blogger Cidália Ferreira disse...

Amei o poema!

Beijinhos

terça-feira, 29 agosto, 2017  
Blogger Marta Vinhais disse...

Pormenores que nos escaparam ontem, talvez por termos pressa... Mas hoje.... tudo é diferente... e o momento é para apreciar...
Com alma e palavras....
Lindo...
Gostei muito...
Beijos e abraços
Marta

terça-feira, 29 agosto, 2017  
Blogger Graça Pires disse...

Nem sempre o olhar se detém naquilo que importa. Nem sempre os passos seguem o rumo mais certo. Mas se há um abraço à nossa espera, o que é preciso mais?
Piedade, este poema leva à reflexão. Muito belo.
Uma boa semana.
Um beijo.

terça-feira, 29 agosto, 2017  
Blogger José Carlos Sant Anna disse...

“Meus olhos seguem iguais, mas o ver é diferente...” Mergulhar no poema é fundamental, dissecá-lo, mas o verso inicial já nos mostra que apreender o mundo, é compreendê-lo, transformá-lo. E, para tanto, é preciso saber ver, depreendendo-se a construção de sentido que se desdobra em cada verso; a manifestação na realização particular do seu objeto estético, da sua poiese. No mais é deleitar-se com a beleza do poema porque diz mais do que se escreve.
Beijinhos, Piedade!

terça-feira, 29 agosto, 2017  
Blogger Tais Luso disse...

Nossa... que lindo, Piedade! Você já me ganhou no primeiro verso... e fui lendo e mais lindo ainda foi o último!
Aplausos, amiga!
Beijo, uma linda semana.

terça-feira, 29 agosto, 2017  
Blogger Elvira Carvalho disse...

Um belíssimo poema que termina com uma mensagem muito importante.
Um abraço

quarta-feira, 30 agosto, 2017  
Blogger Agostinho disse...

"Os meus olhos seguem iguais, mas"
antes que as cataratas atrofiem
o tempo em pardacentos cinzentos
toco a filigrana da tua poesia:
"ternura a inundar os corações".

Bj.

quinta-feira, 31 agosto, 2017  
Blogger Smareis disse...

Tão lindo seu poema Piedade. Me fez pensar...
O final foi uma grande mensagem pra refletir.
Andei um pouco ausente , mais já tem atualização por lá.
Desejo que o mês de setembro seja de muitas bênçãos em sua vida.
Abraços e sorrisos!
Um ótimo dia!

quinta-feira, 31 agosto, 2017  
Blogger Jaime Portela disse...

Estamos mesmo precisados de bonança...
Excelente poema, gostei imenso.
Bom fim de semana, amiga Piedade.
Beijo.

sexta-feira, 01 setembro, 2017  
Blogger Os olhares da Gracinha! disse...

O poema é lindo e o olhar maravilhoso ... Bj

sexta-feira, 01 setembro, 2017  
Blogger Ana Freire disse...

Como sempre... uma imensa profundidade, a par de uma surpreendente leveza, em mais um dos seus notáveis trabalhos, Piedade!...
Adorei ler! Beijinho! Feliz domingo!
Ana

domingo, 03 setembro, 2017  
Blogger Louraini Christmann - Lola disse...

Também preciso da bonança, e como!
Busco ela na tua poesia.

Bom dia!!!


abraço
Lola

segunda-feira, 04 setembro, 2017  
Blogger Maria Rodrigues disse...

É necessário seguir em frente mesmo que o coração se sinta perdido.
Maravilhoso poema
Beijinhos
Maria de
Divagar Sobre Tudo um Pouco

segunda-feira, 04 setembro, 2017  
Blogger Toninho disse...

O que as mãos carregam e o coração se infla de desejos que calam na alma.São belos dentro desta leveza que suas palavras se encaixam num toque lindo de uma Harpa no meio da noite.
Lindo demais Piedade.
Bjs

quarta-feira, 06 setembro, 2017  
Blogger Majo Dutra Rosado disse...

Um poema gracioso... surpreendente...
Desanimar e parar... jamais... mas é a última estrofe
- condensando a mensagem - que está admirável, excelente!
~~~ Beijinhos, estimada Pi Sol ~~~

quarta-feira, 06 setembro, 2017  

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