A pele guarda memórias
que se traduzem _____ sem querer,
num arrepio _____ que atravessa o corpo.
O corpo _____,é um arquivo silencioso:
nele repousam _____as certezas
que o tempo não apaga.
Há perdas
que nunca partem.
Mudam apenas de lugar.
Habitam a pele ______a respiração,
o intervalo _____entre dois gestos.
E fica a pairar na epiderme
o aroma dos momentos
que o amor
recusou esquecer.
©Piedade Araújo Sol 226-09-21
Imagem :Mira Nedyalkova

A pele é sedutora e vive.
ResponderEliminarBeijos e abraços
Marta
Boa tarde Pity,
ResponderEliminarUm poema sublime, que muito apreciei!
O nosso corpo é como que um arquivo que vai guardando tudo e, mesmo que se vá degradando, deixa sempre vestígios dentro e fora de nós.
Desejo-lhe um feliz outono com muita paz e saúde.
(Voltando aos poucos da minha pausa).
Beijinhos, minha amiga.
Emília
Gosto do paladar que provei:
ResponderEliminaracho o eu
Gosto da anatomia do poema,
do corpo receptáculo de luz
de todos os sóis
Gosto da pele palimpsesto indelével:
em cada poro os sentimentos
e os sentidos de toda uma vida
Co-memória da beleza
do belo em nós (...)
mesmo rente à pele de Verão
Piedade, bom.
ResponderEliminarBoa noite, Pity.
Sublime poema que mostra como a pele guarda aquilo que a memória não consegue calar: perdas, afetos e gestos que continuam a viver no corpo, mesmo quando o tempo passa.
Um poema muito a meu agrado.
Parabéns!
Beijinho e ótima semana com paz.😘
Um belo e doloroso poema.
ResponderEliminarEscrito na recordação.
Um beijo
Como sempre, um poema de uma sensibilidade maravilhosa, querida Piedade! Verdade que o corpo não esquece aquilo que o coração sentiu! Abraços e uma boa semana para si! 🤗
ResponderEliminarLinda poesia.
ResponderEliminarArthur Claro
http://www.arthur-claro.blogspot.com
O corpo guarda mais coisas do que aquilo que pensamos, parece ter memória própria, feita de elementos sensitivos dos quais nem sempre temos consciência.
ResponderEliminarQue maravilha Pity.
ResponderEliminar"O corpo é um arquivo silencioso" não precisa dizer mais nada. Lindo demais remexe nas entranhas.
Nada se esquece , tudo ferve.
Bjs e feliz fim de semana amiga.
A pele guarda todas as memórias com que definimos a corporal minúcia de uma entrega ou de uma perda, de um reencontro ou de uma despedida. Belíssimo este poema, minha Amiga Piedade.
ResponderEliminarTudo de bom.
Um beijo.
Olá *
ResponderEliminarTão bonito o poema.
Fica na pele.
Como sempre excelente fotografia.
Abraço e um outono cheio de brisas doces ***