Houve um tempo em que o poema
golpeava a noite _____ em degraus suspensos,
onde o estandarte das ausências
era sede _____e se saciava, nas palavras
que faziam casa e cama
sem licença _____nem horas.
O poema nascia _____nas travessias:
portos onde fundeava,
mapas reflectidos _____ao rumo das vagas,
as palavras rasgavam o vazio
_____ e o poema ficava
a voltear em noites incertas.
Nesse tempo
eu seria ave, pássaro,
de asas de cetim,
livres _____indomáveis,
cercadas de azul
entre o céu _____e outras vezes o mar.
©Piedade Araújo Sol 2026-05-25
Imagem : Katerina Plotnikova

De todo esse tempo ficou a poesia. Ela não morre nem nos abandona.
ResponderEliminarUm abraço.
Boa tarde Pity.
ResponderEliminarSublime poema que revisita um tempo de criação intensa e errante, onde a palavra era travessia e abrigo, e onde a voz poética se descobria livre, indomável, entre a noite, o mar e o céu.
Adorei!
Beijinho e ótimo dia.😘
Que fluidez das imagens literárias, com a evocação do tempo que não pára e das memórias liquidas como a água...imagem constante nos poemas da Piedade!
ResponderEliminarUm beijo
Ainda tem muito azul! Um abraço
ResponderEliminarBoa noite Amiga Pity,
ResponderEliminarUm poema muito belo e profundo que fala da importância das palavras e da poesia. Evoca talvez um tempo em que a Poeta sentia que a escrita era algo intenso e livre capaz de preencher o vazio e dar sentido à vida. As imagens do mar e das travessias simbolizam a procura, a descoberta e a liberdade. No final, a comparação com uma ave representa o desejo de ser livre, sem limites.
Muito belo e reflexivo.
Um beijinho e uma semana com muita paz.
Emília
Voemos, então
ResponderEliminarTeus poemas dão-me asas...
Olá querida Piedade! Mais uma vez, gostei muito de a ler. Como já disseram aqui, é bom saber que de todo esse tempo a poesia ficou e que ainda há 'muito azul' nela. Excelente travessia! Bom fim de semana! 🤗
ResponderEliminarOra, via!
ResponderEliminarQue texto belo e arrebatedor.
Quase que te imaginei no Cabo Espichel, em cima de uma daquelas rochas que são parapeito para mar, pronta para de lançares, de asas estendidas, sobre as ondas revoltas!
Abraço!
Olá querida Pity,
ResponderEliminarNessa introspecção há um encontro com teu eu poético que está latente, sempre presente em você, ainda que mudanças ocorram.
Parabéns pela inspiração!
Beijinhos!
Tempos de céu e mar, que não se conseguem mais olvidar.
ResponderEliminarBeijinhos e tudo de bom!
Houve um tempo e o tempo volta e remexe nas palavras, que se agitam à procura dos versos de um poema, de uma emoção, de um sonho que se repete naquelas noites cheias de estrelas cadentes riscando o céu. É a sua poesia brilhando no azul.
ResponderEliminarBelo trabalho amiga.
Que junho venha com renovadas esperanças e que haja levezas e delicadezas nos dias.
Bjs de paz.
Olá Piedade,
ResponderEliminarNão sei se é assim, porque as asas de cetim, livres e indomáveis, permanecem...
Excelente poema, gostei imenso.
Boa semana.
Beijos.
Sempre muito inspirador seus poemas, Pity sim, atualmente nada tem muita lógica , estamos indo sempre na contramão, mas os poetas esses não perderão o caminho da poesia.
ResponderEliminarUm abraço e carinho , amiga