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terça-feira, 14 de abril de 2026

Quando o Mundo Dói em Mim

Hoje ___ o dia acordou-me
com o peso dos outros,
até o céu ___ em tons de cinza
se desfaz ___em flocos de silêncio.

Tento distrair o olhar
___ inábil___ pincelar cor
no que resiste ao gesto
mas a imaginação ___insiste.

Talvez ___ num tempo breve
as rosas em botão___ se abram
e o seu aroma ___embriague o mundo
até que a ferida ___desaprenda a doer.

Que o abismo _____ se renda ao chão
e a noite ____ desnude o frio
em véus de cetim____para que possamos registar
na pele do momento:

Esperança
Perdão
Paz

©Piedade Araújo Sol 2026-04-13
Imagem : Laura Makabresku

8 comentários:

  1. Assim como aquelas noites traiçoeiras, onde o cinza se perpetua nos olhos cheios de promessas esquecidass, de sonhos esmagados. Noites que a alma foge do corpo e pousa quando depara com a Esperança, o perdão para ficar na paz.
    Muito bonita poesia Piedade.
    Bjs e paz numa feliz semana colorida.

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  2. Há noites e dias em que tudo é pesado...escuro sem brechas de luz...
    Mas essa brecha existe...basta manter a esperança.
    Beijos e abraços
    Marta

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  3. Infelizmente ,há dias nos quais assim nos sentimos diante de tudo que vemos no mundo acontecer! Nesses e nos demais, ansiamos mais e mais pela PAZ! beijos, chica

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  4. A poesia alimenta a nossa espiritualidade, precisamos disso.
    Um abraço.

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  5. Olá, amiga Piedade, na segunda leitura que fiz nesse seu belíssimo poema, QUANDO O MUNDO DÓI EM MIM, senti o prazer renovado da leitura e o enlevo do tema e o seu desenvolvimento poético.
    Meus parabéns pela excelente obra, o que é comum no seu versejar.
    Votos de uma excelente semana, com saúde e paz.
    Meu abraço daqui de Porto Alegre.

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  6. ​Versos profundos que tocam a alma. Sensibilidade pura em cada palavra escrita com paz e esperança transformadas em arte! Parabéns pela beleza dessa composição!

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  7. Muito bonita renda. São pontos e vazios, Piedade Sol, palavras com espaço para respirar.

    Esperançoso, ressalta neste olhar
    a pausa. À espreita...

    Apelo
    ao conserto do ego e do mundo

    Implícita a simbiose na plasticidade
    da argila do pensamento poético da Poeta
    e o pincelar da imaginação do leitor

    Neste exercício de liberdade o silêncio
    decide o vislumbre da Paz(?)

    (Esperança perdão Paz)

    Bj.

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