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terça-feira, 28 de outubro de 2025

Entre as Mãos do Tempo

O tempo é o espaço que me tenta,
a gravar — entalhando — memórias,
como quem guarda um sonho vivido
que sangra em lamento molhado.

Como a correnteza de um rio
que corre para a foz,
por vezes ligeiro,
por vezes cansado.

Como água escorrendo,
seu fluxo por entre as mãos,
o tempo se esvai —
levando tudo, em contramão.

Autor ©Piedade Araújo Sol 2025-10-27
Imagem : Anna Heimkreiter

15 comentários:

  1. Nem sempre conseguimos acompanhar o tempo....ficam as memórias....
    Por vezes, doridas....
    Beijos e abraços
    Marta

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  2. Boa noite Pity,
    Ah o tempo, que se esvai como areia a escorrer por entre os dedos das mãos!
    O tempo que não dominamos, mas que nos arrasta sem parar, como folhas de outono impelidas pela chuva e pelo vento!
    Magnífico poema, Pity, onde me revi no tempo presente.
    Um beijinho e continuação de boa semana.
    Emília

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  3. Boa noite Pity,
    Ah o tempo, que se esvai como areia a escorrer por entre os dedos das mãos!
    O tempo que não dominamos, mas que nos arrasta sem parar, como folhas de outono impelidas pela chuva e pelo vento!
    Magnífico poema, Pity, onde me revi no tempo presente.
    Um beijinho e continuação de boa semana.
    Emília

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  4. O que fazzer com o tempo que escorre por entre os dedos. Somos este rio que não pode perder seu rumo em direção ao mar.
    Belo poema amiga.
    Bjs e paz.

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  5. Belíssimo, tocante e impactante poema que nos leva a refletir na efemeridade da vida e suas emoções...
    Adorei o poema!

    Beijinho e óptimo dia com paz e saúde, Pity.😘

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  6. Tejo que levas as águas
    Correndo de pare em pare
    Lava minha alma de mágoas
    Leva minhas mágoas para o mar

    Lê como se estivesses a cantar

    https://youtu.be/pWXSCQJNOVw?si=pu8CWLF3jWC_T4Sj

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  7. O tempo e o espaço conspiram
    concomitantemente para derrubarem
    a dignidade humana?
    Não sei, PAS. Talvez.
    A memória é uma velha, velhaca...
    ▪︎▪︎▪︎
    Memória feita de fio
    de horas meses anos vida
    de um sudário onde jamais
    me deitarei. Aprendi,
    como Penélope teço fio
    e à noite desfaço o que fiz

    Ou tenho na ponta da língua
    um conto xeradaze pronto
    A cada noite iludo tormentas
    e as burkas eternas da vida,
    evitando o ponto final

    Assim, talvez.
    Beijo.

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  8. É... o tempo não espera a gente. Sendo assim, melhor a gente não dar muita bola para ele também.

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  9. Aproveitar melhor cada bocadinho que resta, agradecer.

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  10. Olá querida Piedade! Mais um belo e sentido poema. Sempre ao mais alto nível agora com um “tempo que se esvai entre as mãos”. Abraços! 🤗

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  11. A imagem do sonho a sangrar em lamento molhado é muito forte. A correnteza do rio para a for leva-me até à minha infância onde da casa onde nasci se via a for do mondego a entrar no mar. Belíssimo poema, minha Amiga Piedade.
    Uma boa semana.
    Um beijo.

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  12. Olá, Pity,
    Não temos o controle do tempo. Ele passa rapidamente. E nos leva com ele, inexoravelmente.
    Adorei o poema, o presente é mesmo um presente que o tempo nos presenteou..
    Bjss, Marli

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  13. Mais um belíssimo poema.
    Bom quando a vida é como um rio, que corre para a foz sem encontrar percalços que lhe dificultem a viagem.
    O tempo passa e temos nos focar no presente e aproveitar cada momento.
    Gostei muito desta partilha.
    Abraço e brisas doces ***

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  14. Qué bonito imaginar a los poetas bailando con los ángeles, como si el arte y el deseo se mezclaran en una fiesta suave y libre. Este poema me ha hecho pensar en lo importante que es poder elegir: la música, el cuerpo, el amor, el ritmo. Gracias por compartirlo!

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