Estava sentado num banco de jardim
Daqueles verdes, que se encontram dispersados pela cidade
Tinha o corpo alquebrado
Não se vislumbrava correctamente o rosto
Mas o olhar embaciado parecia preservar
As amarguras de uma vida inteira
Outro dia passei no mesmo local
O banco continuava lá, verde e levemente ferrugento
Ele já não estava lá ______ e nunca mais o vi.
©Piedade Araújo Sol 2023-09-11
Imagem : Verity Milligan

Vidas amargas que se perdem nessa amargura.
ResponderEliminarUm abraço.
Lindo y triste te mando un beso.
ResponderEliminarQue bellamente nos muestras la amargura y tristeza, la soledad...
ResponderEliminarUn fuerte abrazo querida mía
Retrato de uma solidão visível, palpável...
ResponderEliminarBeijos e abraços
Marta
Um pedacinho de realidade poética, bela e simultaneamente dolorosa...
ResponderEliminarUm beijo, Piedade!
São assim os contrastes da vida. Existem, ficam e vão.
ResponderEliminar.
Cumprimentos poéticos. Feliz semana.
.
Poema: “ Coração sem ser regado acaba por … “
Gostei muito :))
ResponderEliminarObrigada pela partilha!!
.
Coisas de uma Vida || Recomeços e cansaços...
Beijos. Boa tarde.
ResponderEliminarEle já não estava lá ______
e nunca mais o vi."
Este verso, e todo o poema,
conduz a um movimento centrípto,
assenta nesse banco qualquer um
Oxida(-me) a réstia de verde sobrante
Ele já não estava lá
Mas estava, porque sin-
to-o quando passo por ele,
pelo banco
Vejo-o na sua ausência
a sua presença em mim:
ferrugem que corrói
até o fim
Bom, Piedade.
Beijo.
A solidão é a ausência visível provocada pela dor.
ResponderEliminarO banco... uma momentânea almofada de conforto.
Abraço de amizade, Piedade.
Juvenal Nunes
Obrigado por compartilhar.
ResponderEliminarSaudações da Indonésia. Eu sigo seu blog.
😔 Imaginando possibilidades pra não dizer a pior delas...E assim como ele há muitos por aí...
ResponderEliminarUm retrato triste da solidão, bem retratado neste belo poema!
ResponderEliminarGostei muito, amiga Piedade.
Deixo os meus votos de um bom fim de semana, com muita saúde e paz.
Beijinhos!
Mário Margaride
http://poesiaaquiesta.blogspot.com
A solidão, o abandono são corrosivos. Destroem tudo o que os cerca. O seu poema é muito triste, como triste é a vida de certas pessoas condenadas ao abandono. Sensibilizei-me ao lê-lo.
ResponderEliminarTudo de bom, minha Amiga Piedade.
Uma boa semana.
Um beijo.
As pessoas vão desaparecendo.
ResponderEliminarDos bancos do jardim e das nossas vidas.
Belo poema, gostei de ler.
Boa semana.
Beijos.