Desnudada
A metáfora estendeu-se
completamente desnuda
ao lado do poema
e velou de tule
a paixão envergonhada.
Tecida pelo calor da tarde
e pela brisa,
as cortinas rodopiavam
nas janelas entreabertas.
E quando o fogo se acendeu,
os corpos em êxtase
escreveram o amor
em todos os sonhos do Poeta.
Autor : ©Piedade Araújo Sol 2026-09-14
Imagem :Erik Johansson
Etiquetas: Direitos de autor, Piedade Araújo Sol, poesia

7 Comentários:
E os sonhos abrem novos caminhos e desejos.
Beijos e abraços
Marta
Boa tarde, Pity.
Sublime poema sensível, que celebra o desejo com suavidade, revelando o amor como uma entrega íntima e luminosa.
Um poema muito a meu agrado.
Beijinho e ótima semana, Pity.😘
Olá, passei para dar uma olhada e gostei muito do que vi e li. Um abraço, paz e bem
Subtilodades poéticas
🙂
Lindo desnudar-se da poesia na arte da criação onde fervilham os desejos ocultos nesta efervescencia, que tao bem os poetas traduzem com palavras magicas, metáforas perfeita.
Belíssimo poema amiga.
Bjs.
Escrever o amor... tantos a buscar a maneira de o escrever e não há nada definitivo e incontestável.
Olá querida Piedade! Um poema de uma delicadeza e sensualidade ímpares. Muito belo! Abraços! 🤗
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