Palavras Suspensas
Hoje tirei o dia
para plantar palavras
no livro da vida.
Desafio verbos,
rimas e velhas regras
e lanço-as às falésias.
Que o vento as leve
e a luz se sobreponha às trevas,
que o mundo não roube sonhos.
Que as praias sejam de areia fina,
os oceanos de peixes livres,
e o ar que respiramos seja puro.
Que não falte pão em nenhum lar,
que as crianças sejam livres
e tenham apenas de brincar.
Palavras que explodem em certezas sãs.
Que a Paz seja real e não apenas uma palavra,
palavras suspensas à espera de chão.
Autor : ©Piedade Araújo Sol 2026-04-06
Imagem : Bella Kotak
Etiquetas: Direitos de autor, Piedade Araújo Sol, poesia


15 Comentários:
Bello poema. Te mando un beso.
Votos de felicidade para a humanidade. Aprovo o teor do poema.
Um abraço.
Muito linda poesia no encalço das palavras em suas mais vastas funções. Palavras que dizem muito e palavras que calam na alma. Mas as palavras que cravam a paz, estas nos seduzem e incorporam nosso ser.
Lindo momento de inspiração Piedade.
Feliz semana na paz.
Bjs
Que as Palavras sejam sempre Luz... e enlacem a Paz...
Lindo...
Beijos e abraços
Marta
A paz é uma luta constante dos homens de boa vontade.
Abraço de amizade.
Juvenal Nunes
Que suas palavras não sejam paradas no tempo, não sejam interrompidas nem adiadas . E que o mundo não 'roube nossos sonhos' e as crianças sejam sempre crianças livres. Bonito poema, Pity ., Um beijinho
Bonito poema.
Isabel Sá
Brilhos da Moda
Amiga Pity, boa tardinah de Oitava de Páscoa!
Quando se planta palavras, se colhe belos poemas como o que li aqui.
Tenha dias novos abençoados!
Beijinhos fraternos
Boa tarde Pity,
Que poema tão belo!
Como seria maravilhoso que a humanidade semeasse e plantasse palavras de amor, de fraternidade, solidariedade, que abrangesse todos os seres da Terra. Que as crianças pudessem brincar e ser felizes! Que todos pudéssemos respirar a paz, a PAZ que tanto almejamos.
Um poema de que gostei imenso e me tocou profundamente.
Parabéns pelo seu talento poético, amiga Pity!
Um grande beijinho e uma boa semana.
Emília
"Desafio verbos, rimas
e velhas regras
e lanço-as às falésias."
Laboriosamente a Poeta diz de si
De lanço semeia as falésias
De lá hão-de chegar à praia
por desaguizados obstinados
de vento e rocha as palavras
Depuradas crivadas lavadas
pelas marés
depuradas crivadas lavadas
no metrónomo das ondas
depuradas crivadas lavadas
em água e sal
(escorridas nos cílios da insónia)
Caído do céu o fogo
e a brutalidade bestial insulta
mergulham o mundo no fundo
obscurantista dos charlatões
e censores da palavra
Mas a Poeta resiste insiste
procura pepitas de ouro
para habitar o seu poema
Bom. Beijo.
Que lindo, Pity!!!!
Boa tarde, Pity
Sublime e sofrido poema que nasce da dor do mundo e floresce , apelando à humanidade que abandone o sofrimento e se reencontre no amor.
Beijinho e ótimo dia.😘
Olá querida Piedade! É mais um poema belíssimo da sua parte! Esse desejo simples de paz, pão e infância livre… toca fundo. Espero que essas palavras encontrem mesmo chão 😉 abraços e um bom fim de semana! 🤗
Acredites ou não
Li
como quem reza uma oração
Beijo agradecido
Ah...que maravilha!
Adorei.
Um beijinho
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