terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Entre o silêncio e a palavra

Não tenhas medo das palavras
tem cuidado com elas
usa-as com brandura.

E, se puderes,
com a sabedoria acumulada
ao longo do teu caminhar.

Quando não souberes usá-las
no instante certo
deixa-as dormir em ti.

Há palavras que ferem
que abrem a carne do tempo
e se tornam cicatriz.

Porque, se o silêncio magoa,
há palavras que magoam
muito mais…

©Piedade Araújo Sol 2006-02-16
Imagem : Brooke Shaden

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12 Comentários:

Blogger Marta Vinhais disse...

As palavras devem ser cuidadas, amadas e admiradas...sem excessos...
Como tudo na vida...
Belo...
Beijos e abraços
Marta

terça-feira, 17 fevereiro, 2026  
Blogger Rogério G.V. Pereira disse...

Ia-te deixar
merecidas palavras
mas tropecei,
não soube usa-las
vou adormece-las
vou embala-las
Quando acordarem, em mim
virei deixa-las aqui

Pará já, fica meu beijo

terça-feira, 17 fevereiro, 2026  
Blogger J.P. Alexander disse...

Profundo poema. Te mando un beso

terça-feira, 17 fevereiro, 2026  
Blogger Toninho disse...

Poema perfeito de alerta Pity.
As palavras carregadas de sicuta, que são atiradas sem piedade e escrúpulos, bem que poderiam adormecer.
Cuidar e cuidar do que profere é a arte.
Bjs e feliz continuação da semana da alegria.

quarta-feira, 18 fevereiro, 2026  
Blogger Bandys disse...

Olá Pitty
Palavras que ferem e não voltam mais. Preferível sempre o silencio, pois a ferida sempre demora a cicatrizar,
Lindo seu poema.
Feliz dia

quarta-feira, 18 fevereiro, 2026  
Blogger Emília Simões disse...

Boa tarde, Pity,
Um poema belíssimo sobre a forma como usamos as palavras.
O nosso falar deve ser brando e consciente, pois as palavras nunca devem ser armas de arremesso, mas sim pontes de amor, bondade, compreensão, paz e carinho.
Não esqueçamos que a palavra dita não volta atrás — e há palavras que podem ferir profundamente…
Um grande beijinho, minha amiga Pity, e continuação de uma excelente semana.
Emília

quarta-feira, 18 fevereiro, 2026  
Blogger Jordi López Pérez disse...

Es una reflexión preciosa sobre cómo las palabras nos marcan por dentro y la importancia de saber cuándo hablar y cuándo guardar silencio.
Un abrazo, Piedade.

sexta-feira, 20 fevereiro, 2026  
Blogger Olavo Marques disse...

Olá querida Piedade! Há mesmo palavras que ficam a ecoar mais do que deviam e outras que, quando guardadas, fazem mais bem do que mal. Este poema lembra-nos dessa responsabilidade bonita (e difícil) de saber quando falar… e quando calar. M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O 🤗

sexta-feira, 20 fevereiro, 2026  
Blogger Mona Lisa disse...

Boa tarde Pity.
Sublime poema que lembra que entre o silêncio e a palavra, é preciso escolher com cuidado, porque há palavras que ferem mais do que o silêncio.
Beijinho e ótima tarde com sol, paz e saúde.😘

sexta-feira, 20 fevereiro, 2026  
Blogger Pedro Luso de Carvalho disse...

Olá, amiga Piedade, gostei muito Entre o Silêncio e a Palavra, esse magnífico poema de sua lavra.
O Silêncio e a Palavra, como você sabe, são indispensáveis para o poema, mas, nesse caso, o
significado é bem mais amplo.
Beijo e um bom domingo.

domingo, 22 fevereiro, 2026  
Blogger Jaime Portela disse...

Quanta verdade neste poema.
Fiquei encantado, este seu poema é excelente. Parabéns pelo talento poético que as suas palavras sempre revelam.
Boa semana.
Um beijo.

segunda-feira, 23 fevereiro, 2026  
Blogger Graça Pires disse...

É inalcançável quase o lugar das palavras imprevistas, inteiras, insensatas. Por isso escolhemos o silêncio como um desatino transgressor que procura sempre a palavra primeira e original.
Adorei o seu poema, minha Amiga Piedade.
Um beijo.

segunda-feira, 23 fevereiro, 2026  

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