Devaneios ao cair da tarde
Meus lábios encerram hoje para inventário,
as palavras hibernam, obstinadas
e falha-me a voz.
Fico neste silêncio que nada me diz,
olhos pousados no entardecer,
onde o sol se recolhe sem promessas.
Amanhã, talvez este estado transitório
se enrede nas palavras
como rendas de luz .
©Piedade Araújo Sol 2026-01-26
Imagem : Brooke Shaden
Etiquetas: Direitos de autor, Piedade Araújo Sol, poesia


6 Comentários:
Dias assim, em que a voz seca, também os tenho. Um abraço
Bello poema. Te mando un beso.
Há dias em que as palavras se esquecem de nós...
Amanhã é sempre um novo dia e encontra-se luz...
Beijos e abraços
Marta
Un nuevo poema que me hace poner la piel de gallina. Me ha emocionado leerlo.
Un fuerte abrazo, Piedade.
Viva, bom dia, amiga Piedade
Enquanto a esperança vicejar
e o Sol...
haverá hojes amanhã
Hoje Terça
Amanhã Quarta será hoje
de emoções palavras eternas
renovadas no recato do silêncio
O coração...
Bj.
Eita!
Esse sentimento de engolir as palavras não é bom.
Ainda mais para alguém como você que sabe lidar com elas tão bem.
Um abração! E que essas palavras voltem e desfilem nas poesias, logo!
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