terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Não olhes as minhas mãos

Anka Zhuravleva
Não olhes as minhas mãos,
não tentes espiar os silêncios,
nem desvendar os segredos dos devaneios,
que ainda guardo nelas.
É muito estranho,
mas são elas que muitas vezes – tantas vezes,
escondem no bolso do meu vestido,
os sonhos que ouso sonhar.
E não te inquietes com as rugas vincadas,
que já sulcam o meu rosto,
são mapas soltos, sem nada para analisar,
apenas estórias passadas.
E como uma oferenda,
olha apenas o poema e sua mensagem,
que as aves deixam soltar,
no seu voo rítmico e sublime.
© Piedade Araújo Sol 2017-02-20

19 Comentários:

Blogger Isa Sá disse...

Bonito poema.

Isabel Sá
Brilhos da Moda

terça-feira, 21 fevereiro, 2017  
Blogger Suzete Brainer disse...

Belíssimo!!

Destas mãos de poeta, a poesia nasce
numa beleza sublime e insubmissa
aos padrões aparentes e
se diz Poesia!...

beijinhos.

terça-feira, 21 fevereiro, 2017  
Blogger Agostinho disse...

Diz a Poeta,"são mapas soltos, sem nada para analisar", no entanto, cartas são, de marear. Nelas estão inscritos os tempos de caminhos e descaminhos, ventos bonançosos de sol e sal e golpes de nortadas agrestes - tormentas e naufrágios.
Mas! Com uma adversativa assim na cabeça das mãos, só pretendo realçar a razão da Poeta na inviolabilidade do que resta nas mãos. O que resta é o segredo, não um segredo, que não se extingue pela perspicácia da intriga oportunista do "tu", de quem quer que seja. Daí o tesouro, o mais profundo, nas mãos, ficar livre da devassa.
Termino. É sempre um gosto ler-te, letra a letra, verso a verso, mesmo quando na intermitência óptica do cacimbo o que parece não é. Eu quase bom.
Bj.

terça-feira, 21 fevereiro, 2017  
Blogger Cidália Ferreira disse...

Que fascínio de poema. Parabéns.

Algo aconteceu que a página não aparece. É pena. Eu adorei..

Beijinhos

terça-feira, 21 fevereiro, 2017  
Blogger Marta Vinhais disse...

Um poema que respira paz... Encontra-se o sonho e o olhar distante, sem muros, sem fronteiras...
Lindo...
Beijos e abraços
Marta

terça-feira, 21 fevereiro, 2017  
Blogger Mar Arável disse...

Mãos nas mãos
sem idade
Bj

terça-feira, 21 fevereiro, 2017  
Blogger Majo Dutra disse...

Belíssimo!
Ninguém deve ter a pretensão de sondar memórias e sonhos...
As mãos, as lembranças que elas preservam!
Um poema expressivo e sentido, de que muito gostei.
Beijinhos, Pi Sol.
~~~~~~~~~~~~

terça-feira, 21 fevereiro, 2017  
Blogger Pedro Luso disse...

Olá Piedade.
Gostei muito desse seu belíssimo poema, Não olhes as minhas mãos, suas bela imagens poéticas e muita sensibilidade. Parabéns.
Abraços.
Pedro.

quarta-feira, 22 fevereiro, 2017  
Blogger Fernanda Costa disse...

Bom dia

Meu nome é Fernanda Alves, eu falo em nome da Lionshome. Estou entrando em contato com você, pois estamos analisando blogs em todo o Brasil para fazerem parte de nossa Rede de Blogs e o seu blog foi selecionado.

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Espero que tenha gostado!

Qualquer dúvida, estou à disposição.

Fico no aguardo.

Abraço.



--
Fernanda Costa
Marketing & Community Manager

quinta-feira, 23 fevereiro, 2017  
Blogger LuísM Castanheira disse...


tesouros que as mãos guardam e o rosto vinca, qual mapa escondido, dos sonhos que foram e inscritos ficam. outros sonhos serão, os que a um especial olhar, o privilégio de receber, no poema, a dádiva de entender. e o poema é oferenda. e sublime é o sentimento extraído nas palavras, que voam num destino pré-defenido. como se inquietação fosse, de outro que não a autora. e serve a intenção: sussegar o tempo, esse observador atento e directo.
gostei muito, amiga
um bj.

quinta-feira, 23 fevereiro, 2017  
Blogger Jaime Portela disse...

Mas as mãos dizem tanto...
Excelente poema, gostei imenso.
Bom fim de semana, amiga Piedade.
Beijo.

sexta-feira, 24 fevereiro, 2017  
Blogger Elvira Carvalho disse...

As mãos revelam tantos segredos, não é mesmo amiga?
Belíssimo poema
Um abraço

sexta-feira, 24 fevereiro, 2017  
Blogger Manuel Veiga disse...

cada poema é em boa medida um "renascimento" do poeta.

como se água baptismal fosse a limpar todas as "escórias" da alma.

gostei muito

beijo

(muito bonito o que deixaste no meu blog)

sexta-feira, 24 fevereiro, 2017  
Blogger Cristina Cebola disse...

É realmente uma oferenda preciosa este teu poema!
Vincadas pela vida, as mãos se estendem num voo poético de grande dimensão...

Beijinho Pi e bom fim de semana.

sábado, 25 fevereiro, 2017  
Blogger AC disse...

Uau, gostei mesmo!
Grato, Piedade!

domingo, 26 fevereiro, 2017  
Blogger Graça Pires disse...

A memória das mãos desenhadas com a luz e com as sombras. Cada ruga do rosto, um lugar onde a vida se deteve...
Magnífico poema, minha Amiga.
Uma boa semana.
Um beijo.

segunda-feira, 27 fevereiro, 2017  
Blogger Os olhares da Gracinha! disse...

Mãos que transportam poesia ... quase sempre! Bj

quinta-feira, 02 março, 2017  
Blogger Ana Freire disse...

Mais um trabalho magnifico, imbuído de uma encantadora e profunda sensibilidade...
Adorei o poema!
Beijinhos
Ana

quinta-feira, 02 março, 2017  
Blogger Sofia disse...

Nem sempre há o que desvendar, apenas sentir...

Belíssimo poema, Piedade.

Beijinho.

terça-feira, 07 março, 2017  

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