terça-feira, 15 de novembro de 2016

As mãos

anna o.photography

Tantas vezes demos as mãos.
Entrelaçadas,
pele com pele,
e vezes outras, tantas,ficaram
desamparadas, ao longo do corpo
onde pesavam os anéis inexistentes.

Aprisionamos o que tínhamos,
em marés de devaneios,
levados no tempo e no vento,
tantas vezes, confundimos as mãos,
as cidades,
o horizonte e o poente.

Hoje!
Ao ver o dia despedir-se de mim,
cheio de segredos, e antecedendo os mistérios,
da noite e do novo amanhecer,
sei que algum poeta subiu à escarpa mais alta,
e com as mãos em concha disse o meu nome.

Eu sei! O eco ressoou e chegou até mim

©Piedade Araújo Sol 2016-11-14

22 Comentários:

Blogger Cidália Ferreira disse...

Olá Piedade...Poema lindo demais!

Beijos

terça-feira, 15 novembro, 2016  
Blogger O Árabe disse...

Benditas as tuas mãos,Piedade, que deram voz à tua alma e escreveram este belíssimo poema! Boa semana, amiga.

terça-feira, 15 novembro, 2016  
Blogger Elvira Carvalho disse...

Um poema muito belo.
Um abraço

terça-feira, 15 novembro, 2016  
Blogger Marta Vinhais disse...

E escreveu-se na alma... Colorindo o horizonte...
Sem mistérios, sem segredos...
Lindo...
Beijos e abraços
Marta

terça-feira, 15 novembro, 2016  
Blogger Agostinho disse...

Ontem a Lua cheia de Sol
debruçou-se no meu peito
doído. Sonhei.
Ao acordar abri a janela,
procurei-a no azul, hoje:
era Sol que se via:
raios-versos, por ser dia,
dum poema brilhante.

Bj.

terça-feira, 15 novembro, 2016  
Blogger Ana Tapadas disse...

Belíssimo poema...evocação da ternura em estado puro.

bjs

terça-feira, 15 novembro, 2016  
Blogger Henrique Caldeira dos Santos disse...

O poético pressentimento, que encadeia e acalenta boas memórias e bons momentos. Muito bom!
Beijinho
:)

terça-feira, 15 novembro, 2016  
Blogger Pedro Luso disse...

Gostei muito deste teu poema, Piedade. Parabéns.
Abraços.
Pedro.

quarta-feira, 16 novembro, 2016  
Blogger Toninho disse...

Na noite moram as criaturas silenciosas que escondem todos os mistérios e eu posso ver as mãos em concha derramando poesia sobre o poente.
Beleza de inspiração entre o poente e o amanhecer.
Abraços amiga.
Bjs.

quarta-feira, 16 novembro, 2016  
Blogger Teresa Durães disse...

Um poema muito bonito!

quarta-feira, 16 novembro, 2016  
Blogger Os olhares da Gracinha! disse...

As mãos trouxeram a poesia até mim...bj

quarta-feira, 16 novembro, 2016  
Blogger Mar Arável disse...

Sussurros de mãos nos ouvidos

quinta-feira, 17 novembro, 2016  
Blogger Princesa do Mar disse...

Certamente que sim, Piedade! As tuas mãos têm o dom de escrever palavras que nos fazem sorrir por dentro!
Um beijinho*

sexta-feira, 18 novembro, 2016  
Blogger Jaime Portela disse...

Há mãos que falam...
Excelente poema, gostei imenso.
Bom fim de semana, querida amiga Piedade.
Beijo.

sábado, 19 novembro, 2016  
Blogger VENTANA DE FOTO disse...

Precioso poema con una poética imagen.

Besos

sábado, 19 novembro, 2016  
Blogger AC disse...

Um poeta, no alto da escarpa, a gritar...
O cúmulo da cumplicidade, Piedade.
Belo!

Um beijinho :)

domingo, 20 novembro, 2016  
Blogger Majo Dutra disse...

~~~
Que belo poema, Piedade Sol!
Recordação de sentires poéticos profundos...
Sei que as almas delicadas não te olvidam.
~~~~~ Terno abraço ~~~~~

domingo, 20 novembro, 2016  
Blogger Ana Freire disse...

As mãos sempre desbravando os caminhos traçados com alma...
Lindíssimo poema, Piedade!
Beijinhos! Feliz semana!
Ana

domingo, 20 novembro, 2016  
Blogger Graça Pires disse...

Dar as mãos. Entrelaçar os dedos. Demoradamente. Até que o nome ressoe através de um grito...
Maravilhoso, o poema, Piedade!
Uma boa semana.
Beijos.

segunda-feira, 21 novembro, 2016  
Blogger Elvira Carvalho disse...

Como já tinha comentado, deixo um abraço e votos de uma excelente semana

segunda-feira, 21 novembro, 2016  
Blogger artista sem pena disse...

Se ele gritou, com certeza estava pedindo Piedade.

sexta-feira, 25 novembro, 2016  
Blogger José Carlos Sant Anna disse...

E, por certo, a ânsia, na luz nostálgica do poente, de alcançar a escarpa para aplacar a tua fome, ouvindo mais perto o teu nome.
Beijo,

sexta-feira, 25 novembro, 2016  

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