terça-feira, 20 de setembro de 2016

Interregno


Os gestos morrem na ponta dos dedos
em labirintos de fantasia
impregnada na pele e no desvario
dos olhares sem termo
num horizonte mesclado de cores
rubras e incandescentes
e a respirar sonhos nos silêncios de nós
sei que eu também entro na tua fantasia
e somos o interregno
dos barcos que descansam
cansados de mar e terra.

© Piedade Araújo Sol 2016-09-20

20 Comentários:

Blogger oteudoceolhar disse...

"...barcos que descansam cansados de mar e de terra"
LINDO!!
É tão bom sonhar em silêncio sobretudo se for sob o silêncio de um por do sol assim bem sussurrado pelo Mar ... eu não me canso do Mar, canso-me da terra...
Obrigada.
Beijo n´oteudoceolhar *
(adorei a Foto)

terça-feira, 20 setembro, 2016  
Blogger Sandra Sofia Gonçalves Afonso disse...

Eu não concordo com o que escreveste,nós nunca devemos estar cansados da vida,devemos,sim,aproveitar a vida ao máximo,devemos ser felizes ao máximo,desde que tenhamos saúde,iremos conseguir ser felizes,portanto,o conselho que te dou é aproveitares bem a tua vida porque ela é curta por demais e todos nós temos morte certa!!

terça-feira, 20 setembro, 2016  
Blogger © Piedade Araújo Sol disse...

Sandra
não sei onde interpretou que "o estar cansada da vida" neste poema, pois nem é isso a mensagem que o mesmo detém, mas, cada qual interpreta da maneira que assim quiser.
talvez não soube ler com atenção, acontece.
:)

terça-feira, 20 setembro, 2016  
Blogger Agostinho disse...

Uma maravilha de interregno.
De um fôlego uma linda fuga cantada ao vento na escarpa dos poetas. Lá em baixo o mar continua numa cadência ritmada a metrómeno e é um desafio constante. A inevitabilidade de mar e os salpicos que sabem a sal acordam-nos sempre para voltar à margem.
Bj.

terça-feira, 20 setembro, 2016  
Blogger Cidália Ferreira disse...

Poema maravilhoso. Fantástico!

Beijinhos
http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

terça-feira, 20 setembro, 2016  
Blogger Sandra Sofia Gonçalves Afonso disse...

Pois,querida Piedade,cada um interpreta os poemas da maneira como quiser,todos nós somos seres humanos livres!! Obrigada pela tua visita no meu blogue,concordo com o teu comentário lá deixado,a serenidade é mesmo um estado de alma,obrigada pelos votos de boa semana!!

terça-feira, 20 setembro, 2016  
Blogger Os olhares da Gracinha! disse...

Barcos que descansam ... fotógrafos que encantam ... sol que irradia beleza e olhar que fascina no "embalo" da poesia!
Bj

terça-feira, 20 setembro, 2016  
Blogger Marta Vinhais disse...

Todos precisamos de um momento para ficarmos em silêncio... Fantasiar nas cores do horizonte e senti-las na pele...
Cometer todos os desvarios e depois... avançar...
Lindo...
Beijos e abraços
Marta

terça-feira, 20 setembro, 2016  
Blogger Suzete Brainer disse...

Querida Piedade,

Começo com a foto, que é arte,
movimento (liberdade) e
poesia (vida), parabéns!

O poema é belíssimo, uma saudação
ao amor, ao sentir que desenha
o seu caminho próprio por
dentro (silêncio) e se expressa
em poema que canta a vida!...

Apreciei (uma composição de arte
do poema e da foto na
expressão de beleza rara...) muito!!
beijinho.

terça-feira, 20 setembro, 2016  
Blogger Graça Pires disse...

Labirintos de fantasia. Tão perto do mar que dá para sentir o hálito dos barcos e o desvario doo olhar preso à sedução...
Uma beleza de fotografia!
Um beijo, Piedade.

terça-feira, 20 setembro, 2016  
Blogger Smareis disse...

Um poema tão lindo. A imagem é deslumbrante. Gostei demais Piedade.
Um beijo e boa semana!
Blog da Smareis

quarta-feira, 21 setembro, 2016  
Blogger Manuel Veiga disse...

os barcos a ganhar balanço - para novas e fantásticas viagens.

assim se deseja.

beijo

quarta-feira, 21 setembro, 2016  
Blogger Elvira Carvalho disse...

Um belíssimo interregno Piedade.E a imagem transporta-nos nas asas do sonho. Muito bom.
Um abraço

quinta-feira, 22 setembro, 2016  
Blogger (CARLOS - MENINO BEIJA - FLOR) disse...

Ainda que os gerstos morram na ponta dos dedos por causa da fantasia, é a fantasia que nos move, ela é muito mais real do que o concreto que se nos apresenta. Descansar à beira do porto também faz parte, depois a gente segue. Parabénss.

quinta-feira, 22 setembro, 2016  
Blogger Jaime Portela disse...

Quando duas fantasias se juntam...
Excelente poema, minha amiga.
A foto é de profissional, parabéns.
Piedade, bom resto de domingo e boa semana.
Beijo.

domingo, 25 setembro, 2016  
Blogger Mar Arável disse...

Que nunca lhe doam os braços nem os remos

Bjs

domingo, 25 setembro, 2016  
Blogger Majo Dutra disse...

São pura poesia... a foto e o poema...

Há interregnos assim - indispensáveis à revitalização
necessária a novos desvarios.

Um poema de um delicado e belíssimo lirismo sensual,
que muito me agradou.

Parabéns, Piedade.
~~~~~~~~~~~~

segunda-feira, 26 setembro, 2016  
Blogger Parapeito disse...

A foto é fantástica...e o interregno é belíssimo .
Abraço *

segunda-feira, 03 outubro, 2016  
Blogger AC disse...

Piedade,
Gostei, muito em particular, deste poema.
O meu aplauso.

Um beijinho :)

terça-feira, 04 outubro, 2016  
Blogger Ana Freire disse...

Às vezes os interregnos que fazemos... cansados de mar e de terra... são os únicos que nos devolvem o nosso céu... interior...
Há interregnos absolutamente vitais e necessários... mas este interregno... parece-me... uma belíssima entrega de amor entre dois seres... que os labirintos da vida... permitiu que se encontrassem...
Pelo menos foi assim que interpretei!
Maravilhoso o poema... deslumbrante a imagem!...
Beijinhos
Ana

terça-feira, 11 outubro, 2016  

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