terça-feira, 2 de agosto de 2016

Insónia

norvz austria

Permaneço no tempo
do dia em declínio
sem me apetecer saltar os muros
para a noite
atribulada.

Procuro o trilho que me leve
a voar nas profundezas
do sono que nunca vem
nem amordaça
os vestígios dos fantasmas.

E tento desenhar
as memórias de sonhos dispersos
na efemeridade do tempo
e do ocaso
e das fantasias desconectadas.

©Piedade Araújo Sol  2016-08-01

19 Comentários:

Blogger Crocheteando...momentos! disse...

Uma bela inquietude!
Bj

terça-feira, 02 agosto, 2016  
Blogger Cidália Ferreira disse...

Belíssimo poema, Piedade!

Beijo
http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

terça-feira, 02 agosto, 2016  
Blogger Manuel Veiga disse...

tenho para mim que melhor que escrever poesia é ... fazê-la.

e por vezes saltar o muro ajuda a afastar os fantasmas das insónias.

gostei do poema (apesar dos vestígios de fantasmas)

beijo

terça-feira, 02 agosto, 2016  
Blogger Agostinho disse...

Olá, Piedade, bastou-me a primeira estrofe, que vale por todo o poema, para me sentar no figurado balouço da tua arte. E vejo

Sobretudo no balançar nas nuvens
o movimento oscilatório pendular
da mente que mente doente -demente -
até que se ilumina na compreensão
da metáfora do tempo

Bj.

terça-feira, 02 agosto, 2016  
Blogger Marta Vinhais disse...

E nessas memórias dispersas encontra-se a luz das palavras sonhadoras...
Lindo...
Beijos e abraços
Marta

terça-feira, 02 agosto, 2016  
Blogger Mar Arável disse...

Tudo pelo melhor
Bj

terça-feira, 02 agosto, 2016  
Blogger Luis Eme disse...

Permaneces, procuras e tentas... com poesia.

abraço Piedade

terça-feira, 02 agosto, 2016  
Blogger Rogerio G. V. Pereira disse...

Sabes poeta
até te ler
insónia não era ausência de sono
mas a incapacidade de sonho

desenha
desenha sempre

terça-feira, 02 agosto, 2016  
Blogger Majo Dutra disse...

~~~
Um poema sentido, diferente e muito original.
Até as insónias dos poetas são atribuladas por
um estado de vigília em que tudo vem à mente...
Metáforas soberbas! Gostei especialmente desta:
«um trilho que me leve a voar nas profundezas».

Um Agosto muito agradável.
~~~~ Beijinho, Poeta ~~~~

quarta-feira, 03 agosto, 2016  
Blogger (CARLOS - MENINO BEIJA - FLOR) disse...

Só não pode é parar... mas sei que você não para, quem escreve tem inquietações, não consegue ficar imóvel. Beijos e parabéns.

quarta-feira, 03 agosto, 2016  
Blogger Toninho disse...

Uma imagem maravilhosa Piedade, para esta insônia que agita todos os sentimentos da alma humana na busca das possibilidades.
Belo trabalho da linda arte das palavras.
Abraços com carinho amiga.
Bjs de paz.

quarta-feira, 03 agosto, 2016  
Blogger Henrique Caldeira dos Santos disse...

talvez o sono é a insónia sejam os tropos que complementam os fantasmas alegóricos (ou, gosto de pensar que o são).
gosto muito do poema, Piedade.
beijinho
:)

quinta-feira, 04 agosto, 2016  
Blogger alp disse...

Bonitas palabras y curiosa imagen..un saludo desde Murcia..y feliz verano.

sexta-feira, 05 agosto, 2016  
Blogger Pedro Luso disse...

Parabéns, Piedade, pelo seu belo poema.
Um ótimo final de semana.
Abraço.
Pedro.

sexta-feira, 05 agosto, 2016  
Blogger mixtu disse...

Desenhar sonhos...
pensar num futuro...
risonho :)

segunda-feira, 08 agosto, 2016  
Blogger Graça Pires disse...

Memórias de sonhos dispersos. Por essas memórias o poeta salta todos os muros até encontrar o espanto das palavras...
Mais um poema muito belo, Piedade.
Um beijo.

segunda-feira, 08 agosto, 2016  
Blogger O Árabe disse...

Poesia, com todas as letras. Mesmo a insônia, Piedade, transformas em um belo poema! Boa semana.

segunda-feira, 08 agosto, 2016  
Blogger Ana Freire disse...

Inquietudes da alma, entre os fantasmas e a realidade... nas horas de insónia... procurando desvendar sentimentos, ou soluções... muitíssimo bem abordadas, neste magnífico trabalho...
Deixando um beijinho, e me despedindo, apenas por algum tempo, também por aqui...
Até breve, Piedade! Tudo de bom!
Ana

segunda-feira, 08 agosto, 2016  
Blogger José Carlos Sant Anna disse...

Insônia que deixa os olhos bem abertos para alcançarmos as raízes do tempo nos sonhos dispersos, rio que corre como punhais acesos! Belíssimo poema, Piedade!
Beijos,

segunda-feira, 08 agosto, 2016  

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