Letras Soltas
Desfaço letras soltas, invento frases
Momentos
Transformo-me em lava
Quente, cinzenta
Transmuto-me em sílabas
Silêncios
Verbos
Consoantes
Desbravo sentires
Estórias, breves, sintomáticas
Alojo em mim
O poema
Rasgado, ríspido
Magoado
E
A dor de ser
Ninguém – de mãos dadas
.
Em fragmentos de instantes
Dum livro disperso.
.
© Piedade Araujo Sol
Foto:mastercrash




17 Comentários:
Que acaba por não estar disperso...
Por ter encontrado aqui um refúgio...
Lindo....
Beijos e abraços
Marta
Oi Sol,brigada pela visita lá no blog,retribuindo a visita aqui no seu e posso dizer que muito me agradam os textos,o design,enfim...
e sempre que quiser voltar sinta-se a vontade,abraço =)
Não pode... não pode mesmo!
Amanhã amanhece de novo.
“Letras Soltas” escritas em terra firme, lavram e preparam a terra ao cultivo, mas atravessam o oceano e florescem num poema de generosidade e percepção, conferindo sensibilidade à poesia que desvenda os enigmas que se omitem entre o escritor, o leitor e o comentador. Três elementos tão distintos, mas unidos à disposição da trajetória poética.
Se escrever é uma arte, se ler outra, sentir, então, o que se depreende de um poema não seria também uma espécie de arte? Talvez sim. E talvez seja essa a diferença que existe entre quem escreve, de quem lê, e mais adiante, de quem comenta. Ou de quem acredita que é possível abrigar as palavras de tal forma a ponto de “alojá-las em si”. Uma diferença indiferente, a alguns. Ou a todos. Exceto a Piedade de Araujo Sol, no desfecho de que nem tudo foi em vão.
Afinal, do livro, restaram apenas as páginas avulsas. Ou, as próprias mãos. E ainda que doa, por mais que doa, o poema não perdoa: “Ninguém – de mãos dadas”. Mas, antes elas, que nada, ou vazio interminável das letras... que permanecem soltas, em algum lugar do universo.
¬
Obrigada, Piedade.
Querida Amiga.
Me perdoe a demora em visita-la
eu queria ser perfeita para fazer a
felicidade de todas minhas amizades,
pois só assim me sentia muito feliz.
Amo a cada um da mesma forma peço a
Deus para viver minha vitória que
certamente Deus tem preparada para mim.
Uma linda tarde.
Bejs carinhosos.
Evanir
Feliz em conhecer seu blog.
sim, todos os que escrevemos desfazemos e inventamos frases, Piedade.
acho que somos um bocado loucos.
beijinho
(Parece que estamos sempre a reescrever as páginas da nossa história, a redesenhar os caminhos e os motivos para sermos felizes... Piedade, eu adorei o seu exercício de ler o meu poema de trás para frente, eu adoro isso, e publiquei a sua sugestão de leitura no Canto, obrigada, viu? É um prazer grande ter você lá! Beijo! ;)
por vezes os fragmentos encontram a sua linha condutora e formam um novo poema
QUANDO INICEEI MINHA VIAGEM PELO MUNDO ATRAVÉS DA BLOGOSFERA
MEU DESEJO SINCÉRO E PURO FOI SEMPRE LEVAR A PAZ ,.
ENTRE BLOGUEIROS E PAISES SE POSSIVEL DO MUNDO INTEIRO.
UMA VEZ QUE HOJE TODOS OS BLOGS TEM TRADUTOR.
CONTINUO MINHA VIAGEM ,NÃO DESENCORAJO É UMA VIAGEM INTERESSANTE.
TENHO COLHIDO AMOR, AMIZADE ,SOLIDARIEDADE ENFIM UMA EXCELENTE VIAGEM.
ME DE SUAS MÃOS CAMINHE COMIGO.
MAIS SEMANDO AMOR NUNCA SEMEEI ESPEPINHO.
SÓMENTE ASSIM COLHERÁ COMIGO OS MAIS BELOS LIRIOS.
DEUS ABENÇOE SUA TARDE E A MINHA TAMBÉM.
BJS NO CORAÇÃO.
EVANIR
Pense Em Deus** Pense No Amor
Credo!
Assustei-me com o tanque!
Vá lá que havia o bonito poema!
Bjsss
Uma obra por concluir, aguardando novos instantes para iniciar mais uma página, preencher capítulos e dar corpo ao livro...vida...Beijinhos ;)
dispersadamente
bonito
um beijo
manuela
Soltas, mas nossas. E apaziguadoras, sempre. Ainda que no momento de as soltarmos doam tanto. Mas é tão bom vê-las voar depois!
Beijinho, Piedade
Excelente poema.
Gostei imenso.
Querida amiga Piedade, tem um bom resto de domingo e boa semana.
Beijos.
Versos em febre, que dançam ora lentos, ora vividos, e nos fazem pensar, como é bela a poesia, lindo demais...
a vida é isso mesmo ...fragmentos dispersos de um qualquer livro...
como diria Fernando ou Alberto ou Bernardo , as pedras são tantas que dariam para construir um castelo
(é por isso q cada vez gosto mais dos cães, das plantas , dos animais...
... e assim...
se constroi um poema
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