Fantasmas

E talvez os fantasmas – meus –
Sejam os teus
E a noite não seja o términus
Da presença – deles.
.
E talvez a tristeza – crua
Sufocando o bramido
Nos abismos – cavados – em vertigem
Seja somente o amanhecer sem dormir.
.
E ao longe as gaivotas – sobrevoam
Sossegadas (nunca)
E o tempo em declínio
Sobre tudo – menos – neles
Que ressuscitam - sempre
No horizonte por vezes opaco.
.
E talvez um dia eu tenha
Uma adaga
(um lápis de cera)
Um rascunho, esbatido.
.
E talvez o meu grito ressoe.
E ao longe rufam tambores!
Foto:Argoth
19 Comentários:
Gostei!! Beijos.
Vim sentir o mar e ouvi o teu grito, ressoando ao longe, no voo das gaivotas.
Gostei de ler um bocado do teu sentir, num poema robusto!
Beijo
Fantasmas...ai quem não os tem...há sempre algo que nos pertuba...que nos assusta...
Beijo d'anjo
Pi...
Os fantasmas evadem-se perante um poema de amor! são expulsos pelas gaivotas que voam graciosas sobre as tuas palavras...
Beijos...
AL
Querida Pi
Tudo no futuro é talvez... a certeza é não desistirmos.
Um beijo
Daniel
oii, vim te conhecer!
escreveu bem =)
queria mesmo é saber como faz pra se livrar depressa desses fantasmas.. no meu caso kk
hum, beijosss
Belo poema, querida amiga.
Gostei imenso das suas palavras.
Um beijo.
E talvez os faqntasmas só existam quando os lápis, ao som dos tambores, rompem o papel da noite...!
Um beijo, Piedade.
Gostei tanto!
Um beijo meu.
Fantasmas sempre presentes em quem ama... gostei muito de ler e de reler as tuas belas palavras, cheias de sentimento e de imagens.
Mais uma vez, parabéns pelo poema
Bjs
Luis
ouvem-se os tambores dos dias de amanhã...
muito belo
beijo
Doce Poetiza Amiga:
Emprega muitas vezes o termo "então" com mestria e perfeição poéticas.
Faz versos de fascinar e deliciar.
ENCANTA!
Parece-me um pouco melancólica no seu sentir extraordinário.
Adorei. O mesmo brilhantismo e genialidade de sempre.
Beijinhos amigos de imenso respeito e admiração pela fantástica poetiza de sonho que é.
pena
Bem-Haja, perfeita amiga.
Excelente!
O tempo que se declina em tons horizontais desassossega o talvez. E só a poesia pode dizer assim dos fantasmas insones, das tristezas cruas, dos ecos de um grito em percussão.
Teu lápis, poetisa, é de "seda", com que sentes, pressentes e ressuscitas a palavra rascunhada.
Belíssima composição.
Um beijo.
.
.
.
Katyuscia.
talvez que a noite desfaça
a vertigem da espera
talvez o rumor aflito das asas
se sobreponha ao eco
e ao desgaste do tempo
talvez...
______
um beijo antagónico ao tempo
Por vezes, tentamos esbater os fantasmas... o outro lado do espelho que tememos olhar.
um beijo e uma excelente semana
Chris
Cara amiga:
O mar como pano de fundo, sempre com bramidos exaltantes e o aroma poético inconfundível.
Parabéns.
... e, talvez, a vida não seja mais do que o maior dos nossos sonhos. Talvez! :) Boa semana, amiga.
Um tema que me é muito querido, como sabes. Os fantasmas. Os nossos, os de sempre, os de um futuro passado feito presente.
Brilhante!
H.
Como gosto destas palavras tuas.
Abraço salpicado de mar
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