segunda-feira, 20 de outubro de 2003

Divagação

Nada importa para lá da porta
Nada existe para além disto

É paixão assolapada é doçura
É sonho imperfeito é loucura

Nada importa quando o sonho é veloz
Nada importa se ele me sufoca a voz

Este estar e não ser
Este sentir e não fazer

Que importa se o sol quando nasce
Também eu o sinto e me desfaço

Se me que aquece a alma e o corpo
E se desperto para outra ilha outro porto

Que importa se já não há espera
Se tudo se foi como uma quimera

Já não somos já não estamos
Já não sentimos nem amamos

Que importa se para lá da porta
Só existe o que já não importa